SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEGUNDA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2022
ZERO QUILÔMETRO

Vendas de carro zero quilômetro tiveram alta de 5% em Rio Preto em 2021

Desempenho, no entanto, não atinge patamar de antes da pandemia; alta no preço e falta de modelos barram reação do mercado

Michelle Monte Mor
Publicado em 25/01/2022 às 01:38Atualizado em 25/01/2022 às 08:29
A vendedora Renata Casarini ao lado do veículo Fiat Strada; modelo foi o mais vendido entre os comerciais leves (Jhonny Torres 24/01/2022)

A vendedora Renata Casarini ao lado do veículo Fiat Strada; modelo foi o mais vendido entre os comerciais leves (Jhonny Torres 24/01/2022)

A venda de veículos zero quilômetro registrou leve recuperação no ano passado em Rio Preto, mas ainda não atingiu o patamar do nível pré-pandemia. De janeiro a dezembro de 2021 foram emplacados 11.211 veículos na cidade. O número representa alta de 5% em relação ao ano anterior, quando foram emplacados 10.613 veículos. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No entanto, a venda dos novos ainda está abaixo do que era antes da pandemia. Em 2019, por exemplo, foram vendidos 15.511 veículos – uma variação de 27,7% se comparado com os números do ano passado.

“O ano de 2021 foi complexo em diversos aspectos. Ainda vivemos uma crise global de abastecimento de insumos e componentes na indústria, e novos desafios têm surgido para o setor. Além disso, as instituições financeiras têm se mostrado mais seletivas na liberação de crédito”, afirma José Maurício Andreta Júnior, presidente da Fenabrave.

A escassez de microchips e de componentes eletrônicos, que levou a uma queda da capacidade de produção, além de um menor poder de compra do consumidor para os modelos de entrada, motivou as montadoras a voltarem o foco para os SUV’s e picapes.

Em 2021, a venda dos comerciais cresceu mais de 51,2% em Rio Preto, tendo como líder de vendas no Brasil a Fiat Strada, seguida pela Fiat Toro. A picape da Fiat é o veículo comercial mais vendido do ranking municipal.

“A Fiat ganhou espaço, pois se programou para evitar falta de componentes e acertar a demanda e a produção. Acreditamos que 2022 será melhor. Aqui em Rio Preto estamos trabalhando para fazer uma entrega mais rápida e também teremos investimentos na loja”, afirma Leandro Castro, gerente da Fiat Alpínia.

Em 2021, a Fiat dominou o ranking dos carros e comerciais leves mais vendidos pela maior parte do ano. Isso aconteceu porque a Chevrolet precisou paralisar a produção de seus líderes Onix e Tracker, por conta da falta de componentes eletrônicos.

Para Paulo Leandro Santos, gerente de marketing de produto da GM, 2021 foi marcado por grandes desafios para a indústria automotiva. “Não poderia ter sido diferente para a General Motors, que está saindo ainda mais forte deste momento. Reativamos investimentos, estamos ampliando nosso centro de desenvolvimento de produtos e tecnologias e seguimos atualizando a fábrica de São Caetano do Sul, que passa por sua maior transformação, para produzir no futuro a Nova Chevrolet Montana.”

Em Rio Preto, a Chevrolet Tracker ocupou o terceiro lugar entre os mais vendidos. A expectativa é de que o segmento se mantenha em alta. “O segmento de SUVs é o que mais cresce no Brasil, e o Novo Tracker é um dos modelos de maior sucesso. Foi o mais vendido entre os SUVs em dezembro, mês que bateu recorde histórico de vendas nacional, o que mostra que a aceitação pelo consumidor só cresce”, diz Santos.

Clique aqui para ver tabela com venda de veículos

Mercado de usados fica aquecido

Os veículos usados e as motocicletas novas foram os que registram maior aumento nas vendas no ano passado. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o ano de 2021 registrou o maior volume de transações de veículos usados desde o início do ranking histórico da entidade, em 2004. No total, foram comercializadas 15.134.904 unidades, num crescimento de 18,64% sobre 2020.

De acordo com dados da Federação, em 2020, foram transacionados 4 veículos usados a cada zero km. Já em 2021, o volume de usados comercializados aumentou, em função da redução da oferta de modelos novos no mercado, fazendo com que essa relação passasse para 4,3 veículos usados, a cada zero km emplacado. Em dezembro de 2021, um total de 1.202.119 veículos trocaram de titularidade. Com isso, todos os segmentos automotivos registraram alta de dois dígitos, na comercialização de veículos usados, no ano.

E 2022 deve seguir promissor para o mercado de seminovos. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não estima redução nos preços dos veículos novos, pelo menos até meados do próximo ano. O principal motivo é o dólar alto, o que impacta a importação de peças e insumos, consequentemente encarecendo os produtos produzidos no país. Isso reflete no valor do veículo para o consumidor final e abre margem para a expansão dos seminovos e usados.

Já o segmento de motocicletas registrou aumento de 26,42%, nas vendas realizadas em 2021. “A comercialização de motocicletas zero km continua aquecida e as montadoras têm conseguido reduzir o tempo de entrega que, hoje, está na média de 30 dias”, afirma o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior. (MMM)

 
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