SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 04 DE DEZEMBRO DE 2021
SERVIÇOS DE PESO

Setor de serviços representa maior força de trabalho na região de Rio Preto

Força de trabalho é formada por empregados do setor de serviços, que reúne 185 mil pessoas em 117 cidades

Felipe Nunes
Publicado em 06/10/2021 às 02:07Atualizado em 06/10/2021 às 08:56
O setor é responsável por 37% do contingente de mais de 500 mil trabalhadores com carteira assinada nas 117 cidades da região (PixaBay)

O setor é responsável por 37% do contingente de mais de 500 mil trabalhadores com carteira assinada nas 117 cidades da região (PixaBay)

Responsável por empregar mais de 185 mil trabalhadores, o setor de serviços representa a maior parcela da força de trabalho nas cidades da região de Rio Preto. Também conhecido como setor terciário, é responsável por 37% do contingente de mais de 500 mil trabalhadores com carteira assinada nas 117 cidades da região, de acordo o Caged, do Ministério do Trabalho.

Os destaques são as cidades de Rio Preto com 70.950 trabalhadores, número que representa 49% da força de trabalho empregada em empresas que compõe essa diversa parcela da economia, seguido por Catanduva com 16.786 (44%) e Barretos com 13.802 (44%). Essa predominância não é exclusiva da região, no estado o setor é responsável por 51% dos empregos formais. Em todo o país, essa parcela representa 46%. Os outros setores empregadores na região são a indústria (25%), comércio (24%), agropecuária (9,7%) e construção (4.3%).

“O crescimento do setor de serviços é uma tendência mundial e o avanço da economia está cada vez mais ligada a ele. É um setor que depende da renda das pessoas. Então, se ele está bem a economia como um todo tende a acompanhar”, afirma o economista Hipólito Martins.

Martins explica que Rio Preto nasceu com vocação para o ramo de serviços desde sua origem, e que hoje conta com uma economia bastante diversificada, influenciando também as demais cidades da região. “O fator de estarmos longe dos grandes centro consumidores acabou influenciando a cidade ter característica de sempre poder oferecer produtos e serviços. Hoje, a região é basicamente impulsionada pelo setor, principalmente por ele requerer menos investimentos do que a indústria”, afirma. O especialista pontua, no entanto, que em outros países o setor de serviços passou a crescer após a consolidação da indústria. “Aqui nós passam para o [setor de] serviços, mas não tivemos essa fase industrial”.

Dentro do guarda-chuvas que é o setor, estão algumas das principais atividades econômicas do País. Como por exemplo, serviços hospitalares e educacionais, atividades financeiras e imobiliárias, turismo, administração pública, entre outros.

“Uma das maiores características de Rio Preto é força na área de saúde, que tem grande estrutura e tende a crescer muito mais. A cidade também conta com cinco shoppings centers em processo de expansão”, diz o economista Ary Ramos. Ele explica que nos últimos anos, o setor primário passou por um processo de mecanização, o secundário por um processo de robotização, enquanto o setor terciário sofreu um processo de informatização. Justamente o avanço tecnológico e nos serviços digitais fizeram o setor de serviços ganhar força na economia.

Saúde também é um dos destaques da cidade de Barretos, afirma o secretário da Indústria, Comércio e Emprego, Roberto Arutin. Ele destaca que o Hospital de Amor e outras clínicas médicas são responsáveis por movimentar um público de aproximadamente 10 mil pessoas por dia. “O turismo da saúde acaba movimentando o setor de serviços como um todo. Também temos grandes empresas na área de tecnologia e distribuição de energia solar que empregam muitos trabalhadores”.

Rodeada por usinas, Catanduva possui uma grande cadeia de negócios que demanda um grande volume de prestação de serviços, destacou o secretário de Desenvolvimento do município, Rodrigo Sanches. “Temos uma diversidade muito grande de indústrias na cidade, consequentemente a prestação de serviços para essas empresas e para os trabalhadores acaba sendo grande”, reforça.

Ramos pontua, no entanto, que muitas empresas locais que integram o setor são de baixo valor agregado já que não exigem tantos investimentos como a indústria. E, por exigir menor qualificação profissional o salário médio dos trabalhadores é menor.

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