SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 21 DE MAIO DE 2022
ECONOMIA

Açúcar e carne são os produtos mais exportados da região de Rio Preto

Produtos se destacam entre os mais vendidos da região de Rio Preto para o mercado internacional; após recorde, total exportado teve queda de 4,9% devido a problemas de logística

Felipe Nunes
Publicado em 18/01/2022 às 03:31Atualizado em 18/01/2022 às 08:26
 (Divulgação/Pìxabay)

(Divulgação/Pìxabay)

A carne bovina e o açúcar se destacam entre os produtos exportados da região de Rio Preto para o mercado internacional. No ano passado, oito dos dez municípios que registraram maior volume de exportação têm a proteína animal e o derivado da cana-de-açúcar como carro chefe entre as mercadorias vendidas para o exterior.

Um dos destaques foi a cidade de Barretos, que só em 2021 exportou US$ 237,9 milhões. O volume é 5,9% superior ao valor exportado no ano anterior. Esse desempenho, colocou a cidade no topo da lista regional dos municípios exportadores. Entre os produtos mais comercializados estão a carne bovina congelada (54%), outras preparações de carne (10%) e carne bovina fresca (9%).

Catanduva, que no ano passado figurava no topo da lista, registrou uma queda de 19% no volume de exportação, passando de US$ 285 milhões em 2020 para US$ 229 milhões no ano passado. O desempenho é justificado pela queda na venda de açúcar que registrou um recuo de 36%. Apesar da retração, o patamar ainda é superior ao registrado antes da pandemia. Em Catanduva, o açúcar continua sendo o mais vendido (44%), seguido do café (28%).

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, juntos os 55 municípios exportadores da região venderam pouco mais de US$ 2 bilhões entre janeiro e dezembro do ano passado. O volume, no entanto, é 4,9% menor do que o montante registrado em 2020, quando foram vendidos US$ 2,172 bilhões em mercadorias. O superávit foi de pouco mais de US$ 1,7 bilhão.

Segundo o despachante aduaneiro da Caribbean Express, Paulo Narciso, a retração no volume de exportações é devido à crise logística que atingiu o mundo todo ano passado. “O que ocorreu de fato, nesse período, foi uma escassez de contêineres. Além disso, houve uma falta de navios que impactou violentamente o preço da logística”.

No caso da carne bovina, a suspensão da exportação do produto brasileiro para a China também impactou os produtores locais, afirma Márcio Marcassa, despachante aduaneiro da Rio Port. “Tivemos embargo dos produtos por alguns meses, que está sendo refletindo agora nos números”. Marcassa destaca, no entanto, que a região possui potencial para aumentar o volume de exportações, o que pode ocorrer a partir do segundo semestre, quando logística mundial deve se normalizar. “As empresas locais estão notado a importância da exportação. E a alta do dólar tem ajudado a deixar o produto brasileiro ainda mais interessante”.

Rio Preto

As exportações das empresas de Rio Preto atingiram US$ 28,2 milhões no ano passado, o maior volume desde 2010. Na comparação com 2019, o crescimento ficou na ordem de 3,6% ao se comparar com os US$ 27,2 milhões daquele ano. Apesar da alta, a cidade ocupa apenas a 196ª colocação no ranking de exportadores do Estado.

Na importação, as cidades que mais se destacam são Rio Preto (US$ 146 milhões) e Paraíso (US$ 31 milhões). Segundo os especialistas, em relação às importações as cidades continuam comprando matérias-primas essenciais, que também subiram no mercado internacional.

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