Redes sociais se tornam vitrines virtuais para empreendedores em Rio Preto
Instagram, Facebook, WhatsApp e outras ferramentas se tornaram vitrine virtual para pequenos empreendedores; não é necessário dominar tecnologia, mas presença ativa faz a diferença

Em 2020, o brasileiro ficou em média três horas e meia por dia conectado nas redes sociais. É o que aponta uma pesquisa feita pelo site We Are Social em parceria com a Hootsuite. Segundo o levantamento, 3,8 bilhões de pessoas em todo o mundo estão nas plataformas sociais. Com tanta gente antenada, logo os aplicativos viraram um imenso portal para oportunidades de negócios.
Dentro de casa, no caminho para o trabalho ou na fila do supermercado, com um celular em mãos e muita criatividade, micro e pequenos empresários têm usado redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp, entre outras, para colocar produtos na vitrine da internet. Assim, eles conseguem interagir e se aproximar dos clientes investindo muito menos do que num ambiente físico e podendo acompanhar resultados e parâmetros de evolução das vendas.
Há mais de oito anos usando as redes sociais para vender produtos dirigidos ao mercado de fotografia de bebês, a estilista e microempresária Zeza Ventrameli, proprietária da loja virtual zezaventrameli.com.br sempre acompanhou as tendências na internet. Sem loja física, mas com um ateliê em casa, ela conta que no começo o Facebook era a ferramenta mais poderosa. Hoje, o Instagram tem funcionado melhor para atingir seu público.
"Tenho também um e-commerce, além do Instagram e do Facebook. Mas, a ferramenta mais utilizada e preferida pelos clientes é o WhatsApp. Poder conversar diretamente e enviar fotos, vídeos e áudio é o que deixa o cliente mais seguro na hora de comprar". Mas antes de chegar no WhatsApp, os consumidores passam pelas outras redes sociais, o que reforçam a importância delas. Segundo Zeza, mesmo antes da pandemia, as mídias sociais já representavam 80% das vendas e que dificilmente estaria com a empresa aberta se não fosse a divulgação online.
Estratégias
A especialista em marketing digital para pequenos negócios, Elisiane Miranda, afirma que a rede social é o primeiro canal que um potencial cliente, ou seja, a pessoa que está interessada em um determinado produto ou serviço, utiliza para buscar informações, avaliações, e claro, estabelecer contato com a marca. Por isso, é necessário que o empreendedor considere colocar em evidência seu trabalho e mostre os detalhes sobre como comprar o produto ou serviço.
Para Elisiane, a dica de ouro é entender que os resultados não aparecem de um dia para o outro. "Tudo acontece em um processo gradativo, uma construção de marca que vai se consolidando a partir do momento em que o empreendedor entende o conteúdo que o seu público consome melhor".
Há cinco anos à frente da loja virtual Mamuskha Design Artes, a designer e microempresária Leticia Ruggiero Corsi Nunes Constantino, usa aplicativos e redes sociais para comercializar produtos personalizados tais como papelaria para festas, etiquetas e máscaras de proteção. Apesar de utilizar o Instagram, Facebook e WhattsApp como meios de divulgação, foram as plataformas de marketplace Elo7 e Mercado Livre que ajudaram a impulsionar os negócios. Hoje as plataformas virtuais representavam 50% do volume de vendas.
"Nos sites de vendas procuro divulgar novos produtos, manter as fotos atualizadas, responder as dúvidas dos clientes, enviar sugestões e ideias extras. Nas redes sociais gosto de postar diariamente o resultado dos trabalhos, mostrar fotos que as clientes mandam ou os depoimentos sobre a experiência de compra. Acredito que é inviável ter um negócio hoje em dia sem o apoio dessas plataformas virtuais e redes sociais, pois traz credibilidade".
Assessora de Marketing Digital para influenciadores e empresas e especialista em monitoramento de Instagram, Carolina Quadros, explica que ter foco é a principal iniciativa para quem quer expor produtos e serviços nas redes sociais. Identificar o público, seu nicho de negócios e saber como mostrar seu trabalho por meio de imagens são algumas estratégias, bem como dominar o uso correto das hashtags. Ela afirma que não existe receita de bolo, pois cada caso é um caso, e tudo depende do segmento e produto, entretanto a constância de publicação de conteúdo faz o engajamento crescer e o trabalho aparecer mais. "Para ter resultado efetivo, a ação nas redes sociais não é tarefa fácil, é necessário ter presença ativa, constante e muita disciplina".
Perfil profissional
Segundo a especialista Elisiane Miranda, na rede o ideal é ter um perfil comercial para o negócio. Esta modalidade permite ter acesso a informações preciosas como alcance, visualizações, os horários que as publicações mais engajam, dentre outras métricas importantes para avaliar as estratégias e tomar decisões. Além disso, ela diz que a partir de uma conta comercial é possível fazer anúncios pagos e inserir "botões" - atalhos que facilitam o contato do cliente com a marca.
"Se o empreendedor estiver no perfil pessoal e não tem interesse em torná-lo comercial, é preciso cautela nas publicações. Evitar expressar opiniões que possam gerar conflitos ou mal-estar com os clientes sobre política e religião, por exemplo. Seja gentil nos comentários e peça para que alguém revise suas legendas antes de publicar. Evitar erros de ortografia também é importante. Agora, se não estiver a fim de seguir à risca todos esses pontos, o mais indicado é deixar a conta no modo privado, ou seja, apenas pessoas autorizadas terão acesso às publicações".
O empreendedor deve ter em mente que a internet é um local público e que muitas pessoas buscam informações completas sobre a marca antes de consumir seus serviços ou produtos, inclusive o posicionamento e comportamento nas redes sociais de quem está diretamente ligado a ela. (LC)
Dicas
Fonte - Elisiane Miranda, especialista em marketing digital