SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 19 DE MAIO DE 2022
EM NOVEMBRO

Supermercados puxam alta nas vendas do comércio varejista

O desempenho mais fraco das vendas na campanha de promoções da Black Friday e a inflação ainda elevada no País impediram um resultado mais favorável

Agência Estado
Publicado em 15/01/2022 às 03:55Atualizado em 15/01/2022 às 07:23
Dado positivo foi obtido, segundo o IBGE, pelo setor mais forte inclusive na pandemia, que são os supermercados (Guilherme Baffi/Arquivo Diário da Região)

Dado positivo foi obtido, segundo o IBGE, pelo setor mais forte inclusive na pandemia, que são os supermercados (Guilherme Baffi/Arquivo Diário da Região)

Impulsionado pelas vendas dos supermercados, o comércio varejista ficou no azul em novembro. O volume vendido no varejo subiu 0,6%, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Se a gente reparar nesse dado da margem [série com ajuste sazonal], ele é um dado sendo ancorado por uma atividade muito forte, que é supermercados", apontou Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE. "Na verdade, cinco das atividades pesquisadas tiveram variação negativa no volume", frisou.

O desempenho mais fraco das vendas na campanha de promoções da Black Friday e a inflação ainda elevada no País impediram um resultado mais favorável, observou Cristiano Santos. Apenas três das oito atividades pesquisadas registraram avanços no mês.

"Com os números de novembro, temos uma fotografia melhor para a atividade no varejo do que o esperado anteriormente”, avaliou a economista-sênior da gestora de fundos AZ Quest, Mirella Hirakawa, reconhecendo, porém, que a composição foi menos benigna entre as atividades que integram o comércio varejista do que a mostrada pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), também do IBGE.

O volume de serviços prestados avançou 2,4% em novembro ante outubro, com expansão em quatro das cinco atividades que integram a PMS. Já a indústria registrou queda de 0,2% na produção na passagem de outubro para novembro, com perdas em 12 dos 26 ramos pesquisados, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, todas do IBGE.

Os dados positivos para o varejo e para os serviços no mês de novembro eliminaram o viés de baixa que rondava a projeção da GO Associados para o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, de alta de 0,1%, de acordo com Lucas Godoi, economista da consultoria. Os números divulgados indicam um crescimento de 0,30% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em novembro, o que seria o primeiro número positivo desde junho, estima Godoi. Para ele, o Natal e o recebimento do 13º salário ainda podem fazer o varejo crescer também em dezembro.

No varejo, houve queda na venda em cinco das oito atividades: móveis e eletrodomésticos, com (-2,3%); tecidos, vestuário e calçados, (-1,9%). combustíveis e lubrificantes, (-1,4%); livros, jornais, revistas e papelaria, também com (-1,4%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, (-0,1%).

O setor de artigos de uso pessoal e doméstico foi o que apresentou maior alta, com 2,2%, seguido de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%)

 
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