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RECUO

Produção industrial tem queda de 0,6% no Brasil em outubro

Na comparação com outubro de 2020, a queda chegou a 7,8%

Agência Brasil
Publicado em 03/12/2021 às 22:16Atualizado em 04/12/2021 às 07:34
Setor de produtos têxteis registrou perdas relevantes (Divulgação/Miguel Ângelo/CNI)

Setor de produtos têxteis registrou perdas relevantes (Divulgação/Miguel Ângelo/CNI)

A produção industrial nacional recuou 0,6% na passagem de setembro para outubro deste ano. É a quinta queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 3,7% no período. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta sexta-feira, 3, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com outubro de 2020, a queda chegou a 7,8%. Apesar disso, a indústria acumula altas na produção de 5,7% no ano e no período de 12 meses.

A retração de setembro para outubro foi provocada por perdas na produção em 19 das 26 atividades pesquisadas pelo IBGE. Os principais recuos foram observados nos ramos de indústrias extrativas (-8,6%) e produtos alimentícios (-4,2%).

Também tiveram perdas relevantes os setores de máquinas e equipamentos (-4,9%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,6%), de produtos têxteis (-7,7%), de metalurgia (-1,9%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-21,6%).

Por outro lado, sete atividades tiveram alta na produção em outubro, na comparação com o mês anterior, com destaques para coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,7%), outros produtos químicos (2,1%) e produtos de borracha e de material plástico (1,8%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas, a principal queda veio dos bens de consumo duráveis, que caíram 1,9% de setembro para outubro e acumulam dez meses de perdas. Os outros resultados negativos vieram de bens de consumo semi e não duráveis (-1,2%) e bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo (-0,9%).

Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo formam a única categoria com alta no período (2%).

 
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