SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | TERÇA-FEIRA, 09 DE AGOSTO DE 2022
IMPACTO AMBIENTAL

Pedidos de pesquisa e exploração de potássio triplicam no País

Os pedidos para pesquisa e exploração do mineral bateram recorde no primeiro semestre de 2022, superando o que se viu nesse setor na última década

Agência Estado
Publicado em 05/07/2022 às 01:19Atualizado em 05/07/2022 às 09:26

A crise dos fertilizantes deflagrada pela guerra entre Rússia e Ucrânia gerou uma corrida pela extração de potássio no Brasil – processo que tem pressionado municípios em diversas regiões do País, por causa do impacto ambiental envolvido nessas atividades. Os pedidos para pesquisa e exploração do mineral bateram recorde no primeiro semestre de 2022, superando o que se viu nesse setor na última década.

Segundo levantamento das solicitações de exploração de potássio registrados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). De janeiro a junho deste ano o órgão responsável pela concessão de pesquisas e lavras minerais recebeu um total de 50 pedidos relacionados à extração de potássio, a maior parte deles concentrada no Amazonas, ao longo da calha do Rio Madeira. Há pedidos também em outros Estados, como Goiás, Bahia, Sergipe, Piauí e Minas Gerais.

O número supera com folga os registrados na última década. No ano passado, por exemplo, quando o governo já se preocupava com a oferta de fertilizantes no País, apenas nove solicitações relacionadas a potássio chegaram à ANM. Desde 2013, a média de requisições enviadas à agência foi de 14 registros por ano. O que se vê apenas neste primeiro semestre, portanto, equivale ao triplo do volume médio anual dos últimos dez anos.

A corrida pelo potássio tem exercido pressão em processos de licenciamento ambiental que, muitas vezes, incluem impactos em unidades de conservação ambiental e, em algumas situações, áreas de preservação paisagística. Um exemplo é o que se vê no interior de Minas Gerais.

 
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