Alunos de Mendonça recebem chocolate 50% cacau e sem lactose na merenda escolar
Com o cacau produzido por agricultores da região, são preparados entre 20 a 30 quilos de amêndoas, mensalmente, para o chocolate servido na merenda das crianças

Em Mendonça, 600 alunos da rede municipal de ensino, com idade entre 4 e 6 anos (ensino infantil) e idade entre 6 e 12 anos (ensino fundamental) começaram a receber do projeto “Chocolate na merenda”, a guloseima que é produzida com cacau da região de Rio Preto. Com iniciativas da Prefeitura de Mendonça e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) de Rio Preto, o chocolate possui 50% de cacau, é sem lactose e apenas com nibs (a forma menos processada do chocolate) e açúcar demerara. Segundo Nilton Cesar Aguiar Junior, coordenador municipal de Agricultura, com o cacau produzido por agricultores da região, são preparados entre 20 a 30 quilos de amêndoas, mensalmente, para o chocolate servido na merenda das crianças. “A ideia é chegarmos com o chocolate 70% no próximo ano. E, além disso, faz parte do nosso projeto fornecer o nibs de cacau para os idosos do município também”.
Safra menor de grãos
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fez a atualização da estimativa na safra de grãos, na temporada 2023-2024, que deverá atingir 316,7 milhões de toneladas, 1,5% ou 4,7 milhões de toneladas abaixo do obtido no ciclo 2022-2023. O presidente da Conab, Edegar Pretto, declarou durante a divulgação do levantamento, que a safra brasileira de grãos será potente, porém ainda impactada pelos efeitos climáticos do fenômeno do El Niño. O levantamento aponta ainda que a soja deverá atingir uma produção estimada em 162,4 milhões de toneladas, com um crescimento de 2,8% na área a ser semeada, o que ainda consolida o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Quanto ao milho, houve redução de 5% na área total a ser cultivada, calculada em 21,1 milhões de hectares, com produção prevista de 119,1 milhões de toneladas.
Queda na receita
O Brasil registrou crescimento inferior de 1% na exportação de carne bovina no acumulado de janeiro a outubro, com volume aproximado a 2 milhões de toneladas. Conforme a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com dados do governo federal, a receita de outubro recuou de US$ 1,223 bilhão em 2022 para US$ 982,6 milhões em 2023, com queda de 20%. O levantamento aponta ainda que a China continua sendo o principal importador da carne bovina brasileira no acumulado do ano, respondendo por 49% das vendas brasileiras, porém no mês de outubro registrou queda de 32,3% na arrecadação de divisas “A queda dos preços do produto no mercado internacional, que vem se acentuando desde o início do ano, continua afetando o desempenho das exportações totais da carne bovina brasileira (in natura e processadas)”, diz em nota a Abrafrigo.
Recorde na exportação
A receita brasileira deste ano com as exportações de frutas frescas poderá superar a obtida em 2021 (de US$ 1,1 bilhão), atingindo um novo recorde, segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Já em volume, os embarques parciais de 2023 estão abaixo do patamar histórico de 2021. Pesquisadores do Cepea avaliaram também que, neste ano, a receita recorde está diretamente ligada ao aumento no preço médio pago (em dólar) pelas frutas. “É importante lembrar que o Brasil, sendo um dos poucos países com condições de produzir o ano todo, oferta frutas em períodos em que outros fornecedores têm a produção prejudicada ou estão em entressafra”, explicam os pesquisadores.