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IBGE

Indústria tem alta de 1,8% no 1º trimestre deste ano

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Agência Estado
Publicado em 06/07/2022 às 02:16Atualizado em 06/07/2022 às 09:03
Indústria brasileira apresenta mudança de comportamento, diz IBGE (Divulgação/Tomaz Silva/Agência Brasil)

Indústria brasileira apresenta mudança de comportamento, diz IBGE (Divulgação/Tomaz Silva/Agência Brasil)

A indústria brasileira mostrou melhora na produção nos últimos quatro meses, quando acumulou uma expansão de 1,8%. No entanto, o desempenho ainda foi insuficiente para recuperar a queda de 1,9% registrada em janeiro. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, a indústria brasileira apresenta uma mudança de comportamento, que agora traz um desempenho da produção predominantemente mais positivo, mas ainda "completamente insuficiente para eliminar as perdas recentes desse setor industrial".

"O setor industrial engata quatro meses seguidos de crescimento na produção, mas fazendo essa ressalva, que não elimina sequer a queda de janeiro", disse André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

A produção industrial cresceu 0,3% em maio ante o mês anterior, após expansões de 0,2% em abril, 0,6% em março e 0,7% em fevereiro. Entretanto, a produção ainda opera em patamar 1,1% inferior ao de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. "Passados dois anos, o setor industrial ainda está abaixo daquele patamar", frisou Macedo.

A melhora no desempenho da indústria nos últimos quatro meses pode estar relacionada às medidas do governo de liberação de recursos extraordinários para as famílias, como os saques do FGTS e a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas. Essa renda extra para as famílias estaria ajudando o setor industrial, assim como a redução da taxa de desemprego no mercado de trabalho, considerou Macedo. Por outro lado, a indústria permanece negativamente afetada pela restrição na oferta de insumos e componentes, assim como pela inflação pressionada e pelos juros elevados, que impactam o poder de compra das famílias e a demanda doméstica.

 
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