SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 19 DE MAIO DE 2022
GRUPO ITAPEMIRIM

Em crise, ITA começa devolver aviões

Agência Estado
Publicado em 22/01/2022 às 02:52Atualizado em 22/01/2022 às 03:21
Devolução de todos os jatos pela Ita deve ocorrer em até 15 dias (Divulgação/Itapemirim)

Devolução de todos os jatos pela Ita deve ocorrer em até 15 dias (Divulgação/Itapemirim)

Pouco mais de um mês após suspender “temporariamente” suas operações, a ITA, companhia aérea do grupo Itapemirim, começou a devolver suas aeronaves para os arrendadores. A negociação com as empresas proprietárias dos aviões foi amigável e a devolução de todos os jatos deve ocorrer em até 15 dias, segundo apurou o Estadão. Nesta semana, dois aviões já deixaram o País.

A ITA, porém, nega que essas duas aeronaves tenham sido entregues aos arrendadores definitivamente e afirma que foram enviadas aos Estados Unidos para manutenção. “O deslocamento se dá em razão de as empresas responsáveis pela manutenção não estarem atuando no Brasil”, afirmou a companhia aérea em nota. “Basta observar que, se fosse o caso de qualquer rompimento, as aeronaves seriam arrestadas por eles (os arrendadores). Neste caso, a própria ITA, por seus pilotos, está levando os aviões até os Estados Unidos”. A empresa, cuja frota era composta por sete jatos, destacou ainda que, “tão longo estejam prontas, essas aeronaves retornarão ao Brasil para operar o serviço oferecido pela ITA”.

Ainda não há uma definição se os três arrendadores entrarão na Justiça contra a ITA para receber os valores devidos. Antes de suspender a operação, havia pouco mais de um mês que a empresa aérea não os pagava. A tendência, segundo uma fonte, é que não haja disputa judicial, dado que a probabilidade de algum valor ser pago é considerada muito baixa.

O dono do grupo Itapemirim, Sidnei Piva, vem tentando vender a companhia aérea. “Estamos em negociação com vários investidores para aquisição de parte da empresa ou 100%”, informou a ITA. O mercado, porém, não vê valor na aérea, de acordo com fontes. Ao contrário da Avianca Brasil, que teve seus slots (horários de pouso e decolagem nos aeroportos) disputados pelas concorrentes, a ITA é considerada uma companhia apenas com passivo e dívida trabalhista.

 
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