SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2022
VONTADE

Cresce intenção de consumo de famílias

Indicador alcançou 80,2 pontos, maior patamar registrado desde maio de 2020

Agência Estado
Publicado em 02/07/2022 às 02:45Atualizado em 02/07/2022 às 03:13
Governo reduz IPI de eletrodomésticos da linha branca, geladeiras; comércio (Arquivo/Agência Brasil)

Governo reduz IPI de eletrodomésticos da linha branca, geladeiras; comércio (Arquivo/Agência Brasil)

Os brasileiros ficaram mais propensos às compras em junho, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 2,9% em relação a maio, o sexto mês seguido de avanços na série com ajuste sazonal.

O indicador alcançou 80,2 pontos, maior patamar desde maio de 2020, quando estava em 81,7 pontos. Na comparação com junho de 2021, o ICF cresceu 18,8%.

“O indicador cresceu em todos os meses do ano, apesar da inflação e dos juros mais altos. Isso pode ser atribuído às medidas de suporte à renda e à evolução positiva do mercado de trabalho. No primeiro semestre, o avanço na intenção de consumo foi de 10,1%”, apontou a CNC, em relatório.

Apesar da melhora, a Intenção de Consumo das Famílias permanece na zona de insatisfação, abaixo dos 100 pontos. Todos os sete componentes investigados registraram expansão na passagem de maio para junto, embora apenas um deles esteja na zona de satisfação (acima de 100 pontos): a avaliação sobre o Emprego Atual teve elevação de 3,0% em junho ante maio, para 107,4 pontos.

Os demais quesitos com crescimento são Perspectiva Profissional (alta de 5,4% em junho ante maio, para 99,9 pontos), Renda Atual (alta de 3,5%, para 91,6 pontos), Acesso ao crédito (alta de 1,9%, para 82,4 pontos), Nível de Consumo Atual (alta de 1,2%, para 61,5 pontos), Perspectiva de Consumo (alta de 2,4%, para 77,4 pontos) e Momento para Compra de Bens Duráveis (alta de 1,4%, para 40,9 pontos).

Segundo a CNC, o mercado de trabalho continuou subsidiando o avanço no consumo, mas a elevação dos juros já desacelera o desempenho do acesso ao crédito.

 
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