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CARNE BOVINA

Ministro se reunirá com chineses na Índia

por Agência Estado
Publicado em 22/07/2026 às 21:00Atualizado em 22/07/2026 às 21:00
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa durante evento no Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Agência Brasil)
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa durante evento no Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Agência Brasil)
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, disse nesta quarta-feira, 22, que deve se reunir, em agosto, na Índia, com o seu homólogo chinês para debater a exportação de carne bovina aquela país. Em entrevista à Bandnews, ele declarou que a cota de importação de carne afetou o mundo todo.

"Brasil vem negociando, negociando... Eu mesmo devo me reunir com o ministro de Comércio da China, na Índia, no começo do mês de agosto, vamos tratar de novo desse tema, a gente vem tratando, tratando desse tema", afirmou.

Perguntado sobre as terras raras, ele declarou apenas que o País precisa legislar rapidamente o tema de uma forma que os acordos fechados não descriminem nenhuma nação. A ideia é que os termos de um acordo com um país possam ser replicados a outros.

Por fim, Elias Rosa foi questionado se os gastos públicos do governo não impactam na alta de juros por parte do Banco Central O ministro disse que não, porque o gasto com responsabilidade traz desenvolvimento.

Ele cobrou, entretanto, uma queda na taxa básica de juros porque isso implica em menos recursos para as empresas investirem e se expandirem. Segundo ele, quando, além dos juros altos, vem um tarifaço, a situação fica ainda mais difícil para os empresários.

RESPOSTA

O ministro também disse que a Lei de Reciprocidade não dá o direito ao Brasil perder a razão. Ele declarou que é preciso ter cautela para evitar efeito contrário.

"A lei não nos dá o direito de perder a razão. Mas ninguém pode perder a razão só porque tem a lei sobre seu fundamento. Eu queria deixar claro isso, o instrumento da reciprocidade está à nossa disposição", disse.

Conforme o ministro, o problema é que é preciso primeiro dimensionar qual a medida, e isso não é fácil. "Segundo, se ela não pode produzir um efeito negativo, ou seja, o prejuízo ser maior aqui do que lá. Eu também gosto de dizer que se você for adotar a reciprocidade, você precisa ferir o adversário. Não apenas irritá-lo, porque senão você perde o controle e o domínio da negociação", afirmou.