Preço do etanol sobe 0,89% nos postos de todo o País
Após reajuste no ICMS, preço do etanol subiu na maioria dos estados brasileiros, inclusive em São Paulo

Os consumidores brasileiros já estão sentindo no bolso os impactos do aumento do preço do etanol hidratado. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mapeou que o preço médio do álcool subiu 0,89% nos postos em todo o País, uma alta maior que a registrada na semana anterior, de 0,22%. No Estado de São Paulo - principal produtor, consumidor e com mais postos avaliados -, o preço subiu 0,93% na semana encerrada em 10 de janeiro, fechando em aproximadamente R$ 4,32. No período anterior, encerrado em 3 de janeiro, os valores nas bombas paulistas haviam ficado estáveis.
A maior alta na semana encerrada em 10 de janeiro foi no Rio Grande do Norte, com um aumento de 11,7%. alcançando R$ 5,13 por litro. A maior queda foi no Acre, onde o litro passou a custar R$ 5,21 após uma redução de 0,7%. No total, o preço médio aumentou em 19 Estados, caiu em outros cinco e ficou estável em um na semana encerrada em 10 de janeiro. Não houve medição no Amapá. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado no Pernambuco.
No dia 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor um valor unificado de ICMS para combustíveis, fruto de uma decisão unificada dos estados por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que aprovaram que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços teria sua alíquota atualizada. “A diferença do aumento em cada estado se dá em função de como era o cálculo anterior”, explica Érico Veras Marques, economista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A princípio, a alta no preço do etanol não deve levar a um efeito cascata, impactando outros produtos, pois o principal combustível usado para transporte de mercadorias é o diesel - que não teve seus valores reajustados.
Há de se considerar, ainda, que neste momento há oferta restrita por causa do período de entressafra da cana. O estoque das usinas está mais baixo enquanto a demanda pelo produto retorna após as festas de fim de ano.
Apesar de o preço ter se mantido estável em São Paulo na primeira semana, a tendência é de alta, segundo dados do Indicador Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo (USP), o que reforça a tendência de valorização observada desde o ano passado. De 5 a 9 de janeiro, a primeira semana cheia do ano, Na primeira semana cheia de janeiro (de 5 a 9/01), o etanol hidratado foi negociado pelas usinas paulistas a R$ 3,0228 o litro, mais 2,26% em relação à semana anterior.
O que vem por aí
Segundo Roberto Uehara, presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), nenhuma alta em bens de primeira necessidade é bem vista. “Os consumidores, assim como nós que estamos na ponta da linha, não temos para onde correr, então a priori eles vão se ajustando a essa alta.”
Uehara reforça que os combustíveis fósseis são o motor da economia de todos os países e esclarece que, neste momento, é difícil fazer uma previsão sobre como serão os próximos meses no mercado rio-pretense. “Estão acontecendo coisas no mundo todo que impactam o setor, como a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, que a gente sabe que é pelo setor petrolífero. Só aguardando para sabermos o que vai acontecer.”
O professor Érico Veras Marques recorda que o reajuste no ICMS de modo unificado já estava previsto desde o ano passado, portanto esse não deve ser motivo de novo aumento de preços ainda em 2026. Por outro lado, o cenário internacional pode ter impacto. “Outra alta pode ter relação com dólar ou outro aspecto comercial, mas isso não está ocorrendo há um tempo, desde que a Petrobras deixou de fazer uso da paridade internacional de preços.”Os consumidores brasileiros já estão sentindo no bolso os impactos do aumento do preço do etanol hidratado. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mapeou que o preço médio do álcool subiu 0,89% nos postos em todo o País, uma alta maior que a registrada na semana anterior, de 0,22%. No Estado de São Paulo - principal produtor, consumidor e com mais postos avaliados -, o preço subiu 0,93% na semana encerrada em 10 de janeiro, fechando em aproximadamente R$ 4,32. No período anterior, encerrado em 3 de janeiro, os valores nas bombas paulistas haviam ficado estáveis.
A maior alta na semana encerrada em 10 de janeiro foi no Rio Grande do Norte, com um aumento de 11,7%. alcançando R$ 5,13 por litro. A maior queda foi no Acre, onde o litro passou a custar R$ 5,21 após uma redução de 0,7%. No total, o preço médio aumentou em 19 Estados, caiu em outros cinco e ficou estável em um na semana encerrada em 10 de janeiro. Não houve medição no Amapá. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado no Pernambuco.
No dia 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor um valor unificado de ICMS para combustíveis, fruto de uma decisão unificada dos estados por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que aprovaram que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços teria sua alíquota atualizada. “A diferença do aumento em cada estado se dá em função de como era o cálculo anterior”, explica Érico Veras Marques, economista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A princípio, a alta no preço do etanol não deve levar a um efeito cascata, impactando outros produtos, pois o principal combustível usado para transporte de mercadorias é o diesel - que não teve seus valores reajustados.
Há de se considerar, ainda, que neste momento há oferta restrita por causa do período de entressafra da cana. O estoque das usinas está mais baixo enquanto a demanda pelo produto retorna após as festas de fim de ano.
Apesar de o preço ter se mantido estável em São Paulo na primeira semana, a tendência é de alta, segundo dados do Indicador Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo (USP), o que reforça a tendência de valorização observada desde o ano passado. De 5 a 9 de janeiro, a primeira semana cheia do ano, Na primeira semana cheia de janeiro (de 5 a 9/01), o etanol hidratado foi negociado pelas usinas paulistas a R$ 3,0228 o litro, mais 2,26% em relação à semana anterior.
O que vem por aí
Segundo Roberto Uehara, presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), nenhuma alta em bens de primeira necessidade é bem vista. “Os consumidores, assim como nós que estamos na ponta da linha, não temos para onde correr, então a priori eles vão se ajustando a essa alta.”
Uehara reforça que os combustíveis fósseis são o motor da economia de todos os países e esclarece que, neste momento, é difícil fazer uma previsão sobre como serão os próximos meses no mercado rio-pretense. “Estão acontecendo coisas no mundo todo que impactam o setor, como a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, que a gente sabe que é pelo setor petrolífero. Só aguardando para sabermos o que vai acontecer.”
O professor Érico Veras Marques recorda que o reajuste no ICMS de modo unificado já estava previsto desde o ano passado, portanto esse não deve ser motivo de novo aumento de preços ainda em 2026. Por outro lado, o cenário internacional pode ter impacto. “Outra alta pode ter relação com dólar ou outro aspecto comercial, mas isso não está ocorrendo há um tempo, desde que a Petrobras deixou de fazer uso da paridade internacional de preços.”