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TECNOLOGIA

IA transforma consulta a dados corporativos e avança sobre automação

Segundo Guilherme Fighera, executivo de negócios do Google Cloud, profissionais já podem recorrer a agentes de IA para fazer perguntas em linguagem natural e obter respostas a partir das informações disponíveis nos sistemas corporativos

por Da Redação
Publicado em 08/08/2026 às 09:01Atualizado em 08/08/2026 às 09:01
Guilherme Fighera, do Google Cloud no Brasil (Divulgação/Rio Preto Tech Summit)
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Guilherme Fighera, do Google Cloud no Brasil (Divulgação/Rio Preto Tech Summit)
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IA transforma consulta a dados corporativos e avança sobre automaçãoA inteligência artificial começa a mudar a forma como empresas consultam e utilizam seus próprios dados. Em vez de navegar por painéis, aplicar filtros e interpretar gráficos, profissionais já podem recorrer a agentes de IA para fazer perguntas em linguagem natural — inclusive por voz — e obter respostas a partir das informações disponíveis nos sistemas corporativos.

A evolução foi apresentada por Guilherme Fighera, executivo de negócios do Google Cloud, durante o Rio Preto Tech Summit 2026, realizado nesta semana em São José do Rio Preto. O executivo participou do evento a convite da ATRA Tecnologia, empresa especializada em inteligência de dados.

"O dashboard tradicional já começa a ficar para trás. O conversacional é o presente e o próximo passo é conseguir conversar diretamente com os dados, inclusive por voz, sem precisar digitar", afirma Fighera.

Na prática, a tecnologia permite que um profissional questione o desempenho de determinado produto, identifique unidades com queda nas vendas ou procure as áreas em que houve aumento de custos. O agente consulta as bases disponíveis e apresenta os resultados em uma interação conversacional.

A mudança está relacionada à evolução da chamada IA agêntica, que amplia o uso da tecnologia para além da geração de textos e respostas. Os agentes podem acessar diferentes fontes de informação e executar tarefas, com aplicações em setores como indústria, comércio e agronegócio.

"Estamos falando de agentes aplicados à indústria, ao comércio, ao agronegócio e a diferentes áreas das organizações. O objetivo é automatizar processos, reduzir custos e trazer eficiência operacional", diz Fighera.

Dados espalhados

Um dos obstáculos para a adoção dessa tecnologia é a dispersão das informações em diferentes sistemas e ambientes de computação em nuvem. Segundo Fighera, mais de 90% das organizações utilizam atualmente mais de uma nuvem, o que aumenta a complexidade para integrar dados e aplicações.

"Como quebramos essa barreira e levamos o conhecimento para esses agentes? A ideia é justamente conectar esse mundo conversacional aos dados e às aplicações que as empresas já possuem", afirma.

O desenvolvimento dos agentes também se tornou mais acessível nas plataformas corporativas, segundo o executivo. Ferramentas que anteriormente demandavam projetos mais complexos podem ser utilizadas para criar aplicações voltadas a necessidades específicas, como consulta a bases corporativas e automação de atendimento.

"Hoje temos isso embarcado na plataforma. Com poucos cliques, é possível gerar agentes e construir aplicações para conversar com dados corporativos ou automatizar processos", diz.

Para Fighera, a principal mudança ocorre na interface entre trabalhadores e sistemas de informação. A consulta, que passou dos relatórios estáticos para dashboards e posteriormente para comandos escritos, tende a avançar para uma interação mais próxima de uma conversa.

"Imagine ter um agente com quem você simplesmente conversa. Você fala e ele busca a informação nos dados da empresa. É uma forma muito mais rápida de acessar aquilo que precisa, sem precisar digitar."