Feijão

Um dos mais alimentos mais populares da mesa do consumidor brasileiro, o feijão- o par perfeito do arroz- está custando mais caro. No campo, a entrada gradativa da terceira safra segue pressionando os valores do feijão carioca, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Quanto à produção da leguminosa, a Conab estima que a safra 2025-2026 alcance três milhões de toneladas, redução de 1,4% em comparação com o ciclo anterior. Segundo os pesquisadores do Cepea, enquanto os preços no campo já refletem o avanço da oferta e a maior cautela dos compradores, o varejo ainda registra as altas dos preços que chegam às gôndolas do supermercado.
Tarifas dos EUA
Começou a valer na quarta-feira, 22, o novo tarifaço dos Estados Unidos sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil. Alguns setores do agronegócio ficaram de fora da lista, que tem tarifa adicional de 25%, como a carne bovina, o café e a tilápia. Porém, o etanol não escapou da alíquota cobrada pelo governo de Donald Trump. Conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a tarifa brasileira de importação de etanol, atualmente fixada em 18%, é plenamente compatível com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). “A alíquota é aplicada de forma não discriminatória a todos os países que não possuem acordo preferencial com o Mercosul e permanece significativamente abaixo do limite consolidado pelo Brasil na OMC, de 35%. Também não existe qualquer acordo bilateral entre Brasil e Estados Unidos que obrigue o País a conceder tratamento tarifário diferenciado ao etanol norte-americano”, diz a nota da Unica.
Indústria
Evento que reuniu representantes da InvestSP, Desenvolve SP, instituições financeiras e setores da agroindústria nesta quarta-feira, 22, em Pindorama, na região de Catanduva, a Indústrias Colombo integrou uma agenda estratégica para fortalecer o desenvolvimento regional em um dia voltado para destacar o potencial econômico que envolve o agronegócio. A empresa multinacional brasileira, que desenvolve soluções em máquinas, implementos e componentes agrícolas tem uma trajetória de 53 anos, projetando diversos equipamentos para culturas como amendoim e café. “Nosso objetivo é ampliar as oportunidades de investimento, e contribuir para consolidar a região e o Noroeste Paulista como um polo cada vez mais competitivo no mercado nacional e internacional", comentou Neto Colombo, COO da empresa.
Soja
O aumento da demanda global por farelo de soja impulsionou as negociações do derivado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, aponta pesquisa do Cepea. Nesse cenário, o mercado também sustentou as cotações da soja em grão, embora o aumento da oferta mundial tenha limitado ganhos mais expressivos. Conforme os dados, a valorização do farelo é sustentada, em grande parte, pelas perspectivas de crescimento da demanda mundial pelo derivado. Embora a Argentina permaneça como a principal exportadora mundial de derivados de soja, o estudo destaca o avanço das exportações de farelo do Brasil e dos Estados Unidos.