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ARROZ E MILHO

El Niño: governo cogita quebra de safras

por Agência Estado
Publicado em 29/07/2026 às 20:25Atualizado em 29/07/2026 às 20:25
Lula afirmou que caso hava um El Niño forte no Brasil, o país está preparado para agir (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Lula afirmou que caso hava um El Niño forte no Brasil, o país está preparado para agir (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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O governo federal identificou riscos de quebra das safras do arroz e do milho por causa do El Niño, e se prepara para acionar usinas termelétricas para compensar uma provável redução da produção de hidrelétricas.

A avaliação foi exposta em reunião do presidente Lula (PT) com ministros no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 29. O custo das medidas planejadas deve ficar na casa de R$ 1,3 bilhão, de acordo com apresentação da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

O El Niño é um fenômeno climático que consiste no aumento da temperatura da água no oceano Pacífico, que causa alterações em regimes de chuvas, entre outras consequências. A previsão é que a elevação da temperatura passe de 2 graus, uma variação classificada por especialistas como muito forte. No Brasil, os efeitos devem variar por região.

“Se ele vai acontecer de forma grave, nós estamos preparados. Se ele não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa grave. O que é duro é quando acontece alguma coisa que ninguém está preparado”, disse Lula na reunião.

A expectativa é que haja secas ou atraso das chuvas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, o receio é com enchentes e deslizamentos causados por excesso de chuvas.

O governo espera escassez de água em reservatórios, com queda de geração de usinas hidrelétricas como Jirau, Santo Antônio e Belo Monte, na região Norte. Isso deverá aumentar a necessidade de geração por fontes térmicas, com medidas para garantir o suprimento de combustível para essas plantas.

“Com a escassez nos reservatórios, há uma queda na geração de energia hidrelétrica, tem que acionar as termelétricas. Portanto, a gente tem que garantir diesel para a termelétrica. No Norte, nós temos um número pequeno de rodovias, uma parte importante da distribuição de combustível vai pelos rios. Se os rios também baixam, tem um ponto sensível que temos que monitorar”, disse Miriam Belchior.

SAFRAS

A cúpula do governo também detectou o risco de quebra de safra de arroz e milho e planeja aumentar os estoques desses gêneros agrícolas — mais 310 mil toneladas no caso do arroz e 180 mil toneladas no caso do milho. Essas compras custariam por volta de R$ 850 milhões.

As demais ações contidas nos R$ 1,3 bi previstos para combater o El Niño são: prevenção e combate a incêndios: R$ 337 milhões; medidas de saúde pública: R$ 45 milhões; monitoramento do nível dos rios: R$ 25 milhões; aquisição de alimentos de agricultores: R$ 13 milhões.