Dirigentes estão otimistas com feira
O cenário de baixos preços de grãos, aliado à alta de custos para a agricultura, sobretudo combustíveis e fertilizantes - consequência da guerra no Oriente Médio -, é pontual e o setor de máquinas agrícolas e tecnologia "pensa a longo prazo", disse nesta quarta-feira, 1, o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan.
O executivo, que também é primeiro vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), participa, nesta manhã, de coletiva de apresentação da 31ª Agrishow, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP).
"O agronegócio não para, não importa a conjuntura que estamos vivendo, nem a atual situação mundial", reforçou Marchesan. "Temos que tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias." Ele lembrou que o setor deve superar o atual "cenário adverso". "Já passamos por situações assim e vamos passar por essa também; não é momento para pessimismo."
Também presente à coletiva, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, concordou que o momento é "desafiador" para o segmento de equipamentos agrícolas. Mesmo assim, "conjunturalmente", Estevão disse que o Brasil precisaria aumentar a área semeada, nos próximos sete anos, entre 12 milhões e 15 milhões de hectares para elevar em 40% a exportação de alimentos. "Ou seja, estruturalmente, se olharmos para a frente, estamos bem."