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DIA DA COXINHA

Criada na pandemia com R$ 200, marca de coxinhas vende três mil unidades por dia e prepara nova loja

Negócio familiar iniciado em Bady Bassitt ganhou escala regional e prepara nova unidade na zona norte de Rio Preto

por Salomão Boaventura
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Coxinhas Bady, do empresário Gabriel Massura, aposta em sabores diferentes, redes sociais e expansão regional para consolidar crescimento (Divulgação)
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Coxinhas Bady, do empresário Gabriel Massura, aposta em sabores diferentes, redes sociais e expansão regional para consolidar crescimento (Divulgação)
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O Dia da Coxinha, celebrado nesta segunda-feira, 18, ajuda a explicar não apenas a popularidade de um dos salgados mais tradicionais do País, mas também o avanço de pequenos negócios que transformaram um produto popular em marca regional. Na região, um dos exemplos é a Coxinhas Bady, criada durante a pandemia em Bady Bassitt com investimento inicial de R$ 200 e que hoje ultrapassa a marca de três mil unidades vendidas diariamente.

Fundada em 2020 por Gabriel Roberto Massura, a empresa começou em escala reduzida, com produção familiar e vendas tímidas em meio ao período mais crítico da pandemia. “A história da Coxinhas Bady iniciou em 2020, em meio à pandemia. Quando abrimos nossa primeira loja, vendíamos entre 30 e 50 coxinhas por dia durante o primeiro ano. Hoje, com orgulho, superamos a marca de três mil coxinhas vendidas diariamente”, afirma o empresário.

Seis anos depois, a marca conta com centro de distribuição próprio, cerca de 100 colaboradores, unidade em Bady Bassitt e uma filial em Rio Preto, próxima à Represa Municipal. A empresa também prepara a inauguração de uma nova loja na zona norte da cidade.

O crescimento acompanha uma mudança observada no setor de alimentação popular do interior paulista, impulsionada principalmente pelo uso de redes sociais, vídeos curtos e plataformas de delivery.

“O digital ajudou muito a acelerar o crescimento. A gente começou pequeno, em plena pandemia, e hoje atende milhares de pessoas todos os dias. O público abraçou a marca”, diz Gabriel.

Além da tradicional coxinha de frango com catupiry, a empresa passou a investir em sabores menos convencionais e mais recheados, estratégia que ajudou a ampliar a presença nas redes sociais. O cardápio reúne mais de 20 versões, entre elas camarão com catupiry, salmão com cream cheese, costela com catupiry, bacalhau, cupim com queijo, alcatra com provolone, abóbora com carne seca, mexicana, coxibe e até uma versão inspirada em feijoada.

Segundo Gabriel, parte da consolidação da marca veio justamente da combinação entre produto popular e experiência de consumo. “A coxinha continua muito forte porque é um produto acessível e que faz parte da cultura brasileira. Mas hoje o cliente também procura novidade, qualidade e algo que chame atenção”, afirma.

A trajetória da empresa também reflete a força do mercado de alimentação rápida no interior paulista, especialmente de marcas que conseguiram unir identidade regional, forte presença digital e produtos voltados ao consumo imediato. Num País em que a coxinha atravessa gerações, o salgado segue servindo não apenas como lanche, mas também como oportunidade de negócio regional.