AGRONEGÓCIOS EM PAUTA

Cana-de-açúcar

por Cristina Cais
Publicado em 19/08/2026 às 21:08Atualizado em 19/08/2026 às 21:10
Moagem de cana registrou queda de 8% em julho (Divulgação)
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Moagem de cana registrou queda de 8% em julho (Divulgação)
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A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil recuou 8,4% na segunda quinzena de julho de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o processamento atingiu 46,08 milhões de toneladas e queda expressiva de 17,6% na produção de açúcar. Por outro lado, a produção total de etanol avançou 2,8%, com volume de 2,39 bilhões de litros. Essa menor atratividade dos preços do açúcar vem ocorrendo no ciclo 2026-2027, o que levou parte das usinas a favorecer a fabricação de etanol. De acordo com o levantamento, a flexibilidade entre açúcar e biocombustível é uma das características estratégicas da indústria sucroenergética brasileira, permitindo que as unidades processadoras ajustem o mix conforme as condições de mercado e os posicionamentos comerciais dos produtos.

Produção de fertilizantes

O plenário do Senado Federal aprovou, na semana passada, em votação simbólica, projeto de lei que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), com incentivos fiscais e a criação de fundo para apoiar a produção nacional. Com o objetivo de reduzir a dependência da importação desses insumos- o País importa, atualmente, 90% de alguns fertilizantes-, o projeto vai à sanção presidencial. Entre outras medidas, o novo programa prevê isenções de impostos para a importação de máquinas e estabelecimento de plantas industriais para a fabricação desses ingredientes em território nacional.

Exportações de frutas

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil exportou 330,6 milhões de quilos de frutas, movimentando US$ 351,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). O resultado representa crescimento de 13% no volume embarcado e avanço de 25% na receita em comparação com igual período de 2025. Entre as frutas que mais contribuíram para o desempenho positivo do setor estão manga, melão e limão, culturas que vêm ampliando presença nos mercados internacionais, conforme o estudo da associação. Em 2025, o setor registrou receita de US$ 1,45 bilhão em exportações, o terceiro recorde anual seguido, de acordo com o estudo. O desempenho consolidou o País como um fornecedor relevante de frutas frescas brasileiras no comércio internacional.

Prêmio para a região

A produtora rural Rosiane da Silva Lopes, de Aspásia, na região de Jales, recebeu o prêmio “Mulheres Positivas do Agronegócio”, na categoria frutas. A solenidade de premiação aconteceu na última semana, em São Paulo, e contou com a participação de mulheres agricultoras de vários estados brasileiros, entre dez categorias do setor. Professora de matemática, Rosiane deixou a sala de aula para trabalhar no sítio da família, e hoje, atua com a produção de frutas tradicionais e exóticas. “O prêmio é um reconhecimento muito gratificante para as mulheres. Não tinha ideia que poderia vencer concorrentes de várias partes do País, além de morar em uma cidade de apenas 2.000 habitantes”, ressaltou Rosiane.