Abate de animais

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no primeiro trimestre de 2026, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos, maior resultado do período da série histórica, iniciada em 1997. O resultado foi 3,3% superior ao 1º trimestre de 2025. As fêmeas (novilhas e vacas) representaram 49,9% dos abates em 2026, frente aos 49,4% no primeiro trimestre de 2025. Já na pecuária leiteira, o volume alcançou 6,78 bilhões de litros na captação de leite. Segundo o levantamento, a alta anual na aquisição de leite foi de 2,6% e o resultado representa o maior crescimento por conta da redução das importações de lácteos em relação ao ano de 2025.
Produção de leite A2
Pecuaristas da região se reúnem nesta sexta-feira, 26, das 7h30 às 17h, em Novo Horizonte, em evento do “5º Encontro Regional sobre Produção de leite A2”. Segundo o secretário de Agricultura do município, Carlos Pagani, o encontro tem o objetivo de fortalecer a cadeia leiteira regional, com palestras técnicas e novidades sobre a produção de leite A2. Durante o encontro, os pecuaristas terão a oportunidade de conhecer o leite A2, produzido exclusivamente por vacas que possuem o genótipo A2A2 para a proteína beta-caseína, o que o diferencia do leite convencional. Estudos apontam que determinadas pessoas que apresentam desconfortos digestivos após consumir leite convencional relatam melhor tolerância ao leite A2.
Exportação de algodão
Apesar do período da atual entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações. Conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a exportação brasileira de algodão em pluma atingiu volume de 146,8 mil toneladas no início do mês de junho de 2026. De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o Brasil aumentou o abastecimento de algodão no mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações têm maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.
Menos açúcar
A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio de 2026 totalizou 2,20 milhões de toneladas, registrando expressiva queda de 25,62% na comparação com a quantidade registrada do mesmo período da safra de 2025 (2,96 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1º de junho, a fabricação de açúcar totalizou 6,84 milhões de toneladas, conforme levantamento da União de Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Na região do Centro-Sul do País, as usinas processaram 41,55 milhões, o que representa uma queda de 13,08% em comparação a maio de 2025. No acumulado da safra 2026-2027 até 1º de junho, a moagem atingiu 144,71 milhões de toneladas de cana.