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Bem-vindo ao clube: quando o banho vira uma experiência de cuidado

Um novo conceito que transforma o banho em um momento de acolhimento e bem-estar

por Jéssica Reis
Publicado em 23/08/2026 às 07:00
Ana Paula Miwa Shinzaki e Fábio Aydar, fundadores do Clube04, diante do espaço que nasceu para transformar a experiência do banho dos doguinhos (Edvaldo Santos)
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Ana Paula Miwa Shinzaki e Fábio Aydar, fundadores do Clube04, diante do espaço que nasceu para transformar a experiência do banho dos doguinhos (Edvaldo Santos)
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Criado por Ana Paula Miwa Shinzaki e Fábio Aydar, o Clube04 nasceu a partir da própria experiência dos fundadores como tutores. A convivência com os doguinhos Lui e Ted fez surgir uma inquietação: por que o momento do banho precisava ser associado ao medo e à ansiedade?

A partir dessa percepção, Ana Paula e Fábio começaram a estudar o comportamento animal e buscaram uma nova forma de cuidar. O resultado é uma proposta que transforma o banho em uma experiência individualizada, com transporte exclusivo, ambientes sem gaiolas, spas individuais, cromoterapia, música relaxante e secagem no colo.

E não são apenas Lui e Ted que perceberam essa diferença. A enfermeira Mariana Mendes Barrela, cliente do Clube04 desde os primeiros meses, também acompanhou de perto essa transformação. Depois de experiências negativas em outros pet shops, sua cachorrinha Anne chegou ao espaço com medo e chegou a tentar morder a banhista. Com o tempo, porém, a relação mudou. “Nos últimos anos, ela amava ir tomar banho e chegava com o rabinho abanando”, relembra Mariana. Para ela, o diferencial está justamente no cuidado individualizado: “Não era simplesmente dar um banho. Era cuidar dela”.

Mais do que um serviço, o Clube04 aposta na criação de uma relação de confiança entre o pet, seus tutores e a equipe. Nesta entrevista, os fundadores contam como nasceu essa proposta e por que, para eles, cada doguinho merece ser acolhido de maneira única.

Bem-Estar – De onde surgiu a ideia de transformar o banho em uma experiência de clube?
Ana Paula Miwa Shinzaki: Surgiu observando os nossos próprios doguinhos, o Lui e o Ted. Eles tremiam na porta do pet shop, e a gente não conseguia aceitar que aquilo fosse normal. Começamos a estudar comportamento animal, e a pergunta virou obsessão: existe um jeito diferente de fazer isso? A resposta foi tratar o banho não como um procedimento em série, mas como uma experiência pensada de verdade. E isso a gente vê confirmado todos os dias: os melhores resultados vêm justamente dos clientes mais frequentes. Temos muitos doguinhos que estão com a gente desde que abrimos, e o resultado só melhora conforme aumenta a frequência. É por isso que faz sentido chamar de clube, não de serviço.

Bem-Estar – O que muda quando o pet deixa de ser cliente e passa a ter uma experiência exclusiva?
Fábio Aydar: Muda a lógica inteira. A exclusividade começa antes mesmo de chegar à loja: o doguinho vem sozinho, com nosso motorista, num transporte pensado só para ele. Depois, o banho e a secagem acontecem numa sala totalmente individual e climatizada. Em Rio Preto, isso faz muita diferença, porque temos um ar-condicionado dedicado para cada doguinho, o que ajuda bastante a lidar com as temperaturas altas da cidade. Não é mais “o próximo da fila”. É um horário reservado, do transporte até a saída.

Bem-Estar – O que significa “uma hora exclusiva para seu doguinho” na prática?
Ana Paula Miwa Shinzaki: Significa que, naquele horário, aquele doguinho tem um cuidador dedicado só a ele, do início ao fim do atendimento, sem dividir atenção com outro animal ao mesmo tempo e sem pressa para encaixar o próximo.

Bem-Estar – Por que optaram por um ambiente sem gaiolas e com spas individuais?
Fábio Aydar: Percebemos que boa parte do estresse do banho tradicional não vem da água, vem de ver e ouvir outros animais em pânico ao lado. Tirando isso da equação, o comportamento muda completamente.

Bem-Estar – Como música relaxante e cromoterapia ajudam nesse momento?
Ana Paula Miwa Shinzaki: Não são decoração, são ferramentas de comportamento. Cores mais suaves ajudam a acalmar, música reduz os picos de ruído que mais assustam um doguinho, tudo pensado com orientação técnica de comportamento animal, não só estética.

Bem-Estar – Por que a secagem no colo é tão importante?
Fábio Aydar: Além do conforto óbvio, é também uma ferramenta clínica. É no colo que o cuidador percebe uma reação de dor, um nódulo, uma alteração de pele, coisas que passariam despercebidas num equipamento automático. Tem também um motivo mais profundo: o doguinho não está acostumado a ficar sozinho em cima de mesa ou bancada. Em casa, isso não é um lugar comum para ele. Normalmente, ele só fica nessa posição em consulta veterinária, e é justamente ali que muitos traumas começam. No colo, é o oposto: vira uma lembrança de acolhimento, de estar em casa, sendo amado e cuidado.

Bem-Estar – Como funciona o momento em que o tutor acompanha e toma um café?
Ana Paula Miwa Shinzaki: O tutor pode ficar por perto, ver o atendimento acontecendo, sem pressa. Nosso atendimento de café é pensado pra ser melhor que o de muitas cafeterias, com café premium e outras bebidas. Além de reduzir a ansiedade do tutor (e o doguinho sente isso), também vira um momento de troca de experiências com outros tutores e com o nosso time, o que fortalece esse sentimento de pertencimento ao clube.

Bem-Estar – Quais são os sinais de que um pet está confortável?
Fábio Aydar: Corpo relaxado, rabo solto, aceitar colo sem resistência. Tem doguinho que até dorme durante a secagem. Nossa equipe é treinada pra reconhecer esses sinais e ajustar o atendimento na hora, não só seguir um roteiro.

Bem-Estar – O que o tutor percebe de diferente nessa proposta?
Ana Paula Miwa Shinzaki: Ele percebe que o doguinho volta pra casa não só limpo, mas emocionalmente tranquilo. Isso muda a relação dele com o próximo banho, que deixa de ser um evento temido e vira parte da rotina, sem drama.

Bem-Estar – Resuma “Bem-vindo ao Clube” em uma frase.
Fábio Aydar: Aqui, seu doguinho não é atendido. Ele é acolhido.

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