TRANSbordar celebra a Visibilidade Trans com arte, diálogo e afeto
Coletivo LOUDRoom promove o evento “TRANSbordar” com rodas de conversas e Exposição de Arte Guiada na Casa Nuvem

Na próxima quinta-feira, dia 29, a Casa Nuvem recebe a segunda edição do “TRANSbordar”, evento idealizado pelo coletivo LOUDRoom em celebração ao Dia da Visibilidade Trans. A proposta do encontro é criar um espaço seguro, artístico e afetivo para discutir, sentir e celebrar as múltiplas existências trans no Brasil, especialmente no interior paulista.
O evento tem início às 18h30 e conta com uma programação que atravessa diálogo, artes visuais e intervenções artísticas. Das 20h às 21h30, acontece a “Roda de Conversa - TRANSbordar”, mediada por Jasmine de Metal, mulher trans, DJ e integrante do coletivo. A conversa reúne pessoas transsexuais de diferentes vivências, abordando temas como identidade, afeto, profissão, envelhecimento, política e cuidado, buscando ir além das narrativas centradas apenas na dor e na transfobia.
“Medir essas conversas é uma forma de humanizar nossas vozes e mostrar nossa visão de mundo para além de rótulos”, destaca Jasmine, que também atua na organização do coletivo. Para ela, o “TRANSbordar” é um espaço de escuta real, onde as experiências trans são narradas por quem as vive.
Durante todo o evento, o público poderá visitar a “Exposição de Arte Guiada - Corpos que Criam”, com obras de artistas trans locais em diversas linguagens, como fotografia, pintura, colagem, vídeo e performance. Às 21h30, acontece um momento de mediação guiada, convidando o público a atravessar as obras como parte viva da experiência.
Uma das organizadoras do evento, Álice, reforça que o “TRANSbordar” surge da necessidade de reunir a comunidade trans em contextos que não sejam apenas festas. “Pensamos em um espaço que remete a uma casa, onde as pessoas possam se sentir seguras, trocar experiências e fortalecer vínculos”, explica. Nesta edição, o evento também conta com intervenções artísticas, como a pergunta participativa “O que te faz transbordar?” e a Estação Têxtil, que propõe a criação de uma obra ao vivo a partir da arte têxtil como linguagem de memória e resistência.
DJ Jaules, também integrante do coletivo, destaca que o “TRANSbordar” é um convite à reflexão e ao diálogo sobre as possibilidades de existência e de atuação da comunidade LGBTQIAPN+ na cidade. Para ele, o evento é também um ponto de partida para pensar ações futuras, fortalecendo vínculos e promovendo a união da comunidade LGBTQIAPN+ de Rio Preto de forma contínua e coletiva.
O “TRANSbordar” reafirma a potência da produção cultural trans e se consolida como um espaço de visibilidade, criação e construção coletiva.
Estagiária sob supervisão de Salomão Boaventura