SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 11 DE AGOSTO DE 2022
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Sesc de Rio Preto recebe artistas Uýra e Keila Sankofa em bate-papo

Bate-papo abordará a rua como um campo de popularização da arte e reocupação das ancestralidades

Da Redação
Publicado em 28/06/2022 às 21:13Atualizado em 29/06/2022 às 09:45

Nesta quarta-feira, 29, às 19h30, o Sesc Rio Preto recebe o bate-papo “Arte na Rua: Popularização de Demarcação Ancestral”, com as artistas visuais Uýra e Keila Sankofa. A ação compõe a programação itinerante da 34ª Bienal de São Paulo “Faz Escuro Mas Eu Canto”, aberta para visitação até o dia 31 de julho.

Uýra abrirá o processo criativo da série fotográfica "Retomada". Junto com Keila Sankofa e partindo de suas performances em locais públicos, abordará a rua como um campo de popularização da arte e reocupação das ancestralidades.

A série "Retomada (2021)” foi desenvolvida especialmente para a 34ª Bienal. Nestas fotografias, Uýra aparece em locais de Manaus que, seja por sua história e função social ou por suas características arquitetônicas, podem ser associados aos modos de viver herdados da cultura eurocêntrica.

Já no sábado, 2, a partir das 11h, Uýra Sodoma provoca a vida coberta pelas materialidades e imaginários coloniais, com questionamentos que unem floresta, ecologia e arte contemporânea, a partir da performance “Ponto Final, Ponto Seguido”.

Uýra é uma entidade artística personificada por Emerson Pontes, indígena da Amazônia Central. Biólogo e mestre em Ecologia, atua como artista visual, arte educador e pesquisador. Mora em Manaus, território industrial no meio da floresta, onde se transforma para viver Uýra, uma árvore que anda. Tendo o corpo como suporte, narra histórias de diferentes naturezas via fotoperformance e performance.

Keila Sankofa compreende a rua como espaço de diálogo com a cidade, produzindo instalações audiovisuais que exibem filmes, fotos e videoartes. Artista, que utiliza a fotografia e o audiovisual como ferramenta para propor autoestima e questionar apagamentos de pessoas negras, ela atualmente utiliza seu corpo como protagonista na construção de suas obras.

 
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