Diário da Região
Papo Cultural

Odhara e a celebração da vida através arte

TEATRO

por Harlen Felix
Publicado em 13/02/2017 às 18:04Atualizado em 19/01/2022 às 13:07
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'Deixe eu cantar, que é pro mundo ficar odara'

(Odara - Caetano Veloso - 1998)

A vida é a maior de todas as obras de arte. Foi isso que a atriz Raphaella França, da Cia. Poleiro dos Anjos, de Rio Preto, mostrou na noite desta sexta-feira, 10, na Mostra Cênica - Resistências, com a cena curta Odhara.

O título da cena faz referência ao nome da primeira filha da atriz, que ainda está no ventre de sua mãe à espera da hora certa para vir ao mundo. E foi pensando em sua chegada que Raphaella concebeu Odhara, a cena curta, que teve orientação de Murilo Gussi, seu parceiro em vários trabalhos no teatro.

Sentada em uma poltrona sobre o palco, a atriz inicia sua cena com uma série de slides que apresentam diferentes momentos de sua vida. É como se ela fizesse uma linha do tempo com as fotografias que tirou ao longo de sua jornada, culminando no encontro com a Odhara, que representa para ela a realização de um sonho, o da maternidade.

Com duas poltronas vazias à sua frente, Raphaella convidou as pessoas a subir ao palco e compartilhar consigo desse momento único de sua vida. Nesse encontro intimista com os espectadores, a atriz contou do sonho de ser mãe e das transformações que a filha já provocou nela mesmo antes de chegar ao mundo.

Depois de sensibilizar seus ouvintes, chegou a hora de convidá-los para darem boas-vindas à Odhara. Recorrendo ao seu próprio aparelho de celular, Raphaella gravou vídeos das pessoas mandando seu recado para Odhara, que chegará ao mundo envolvida pelas mensagens de afeto daqueles que foram tocados pelas emoções de sua mãe.

Delicada, poética, alegre e envolvente, a cena curta de Raphaella constituiu-se em uma celebração à vida, já que é ela que a arte imita a todo momento.