SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEGUNDA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2022
FEIRA RIO-PRETENSE

A importância dos livros na divulgação da doutrina espírita

A 44ª edição da Feira do Livro Espírita segue até o próximo dia 5 de setembro

Harlen Felix
Publicado em 24/08/2021 às 21:36Atualizado em 25/08/2021 às 08:40
'O Livro dos Espíritos' é a obra que marca o nascimento da doutrina espírita (Reprodução)

'O Livro dos Espíritos' é a obra que marca o nascimento da doutrina espírita (Reprodução)

Em cartaz no Riopreto Shopping Center até o dia 5 de setembro, a 44ª edição da Feira do Livro Espírita, realizada pela União das Sociedades Espíritas (USE Rio Preto), evidencia a importância do livro e da leitura para a doutrina codificada por Allan Kardec (1804-1869). “O livro é o principal veículo da mensagem do evangelho de Jesus Cristo à luz do espiritismo”, diz Geraldo Campetti Sobrinho, um dos vice-presidentes da Federação Espírita Brasileira (FEB).

Segundo ele, a doutrina espírita começou por meio de um livro, ou seja, “O Livro dos Espíritos” (1857), que reúne as perguntas norteadoras do espiritismo elaboradas por Allan Kardec. A publicação é uma das obras que estruturam a doutrina, ao lado do “Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1868) – todos eles com exemplares disponíveis na feira da USE Rio Preto. “Tais obras formam o que chamamos de ‘pentateuco kardequiano’, pois são os cinco livros basilares do espiritismo”, explica.

O vice-presidente da FEB evoca as palavras da costureira e médium Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984), que definiu as três funções básicas da literatura espírita. “Primeiramente, as obras espíritas servem de consolo, ou seja, a mensagem consoladora que toca os nossos corações e nos reconforta. É o consolador prometido anunciado por Jesus”, sinaliza.

“A segunda função do livro espírita é o esclarecimento, de modo a tocar a nossa mente, a nossa razão, nos proporcionando entendimento e compreensão. Não é a mera informação, mas, sim, o conhecimento, a razão do ser para além do prazer de uma simples leitura. Há todo um ensinamento moral, que envolve o sentimento e a razão”, continua o vice-presidente da FEB.

A terceira função básica da literatura espírita é a edificação, ou seja, a transformação das pessoas a partir do conhecimento adquirido por meio da leitura. “Os livros espíritas, com todo seu conhecimento moral e racional, nos edificam espiritualmente, promovendo em nós uma transformação moral”, explica.

Em tempos pandêmicos, Campetti Sobrinho diz acreditar que a literatura espírita pode ajudar o ser humano a ter mais lucidez e controle no enfrentamento dos problemas e das angústias da vida. “Eles [os livros] trazem confiança para além da expectativa de esperança, a certeza de que tudo vai melhorar, de que tudo tem uma razão para existir ou acontecer”, comenta. “Estamos enfrentando um momento desafiador de travessia, de transição para algo novo e melhor; e todo estado de mudança não é confortável para ninguém, pois isso nos tira de nossa zona de conforto, nos desafiando para a autossuperação, nos convocando para uma viagem dentro de nós, para que, assim, possamos ressignificar a nossa existência”, finaliza.

 
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