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INCLUSÃO EM CENA

FIT Rio Preto 2026 amplia ações de acessibilidade e reforça inclusão no festival

Audiodescrição, Libras, abafadores de ruído e ações sensoriais ampliam o acesso às artes cênicas

por Salomão Boaventura
Publicado em 17/06/2026 às 16:29Atualizado em 17/06/2026 às 16:29
FIT Rio Preto aposta em acessibilidade para ampliar participação do público (Arthur Merlotti/Pref. Rio Preto.)
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FIT Rio Preto aposta em acessibilidade para ampliar participação do público (Arthur Merlotti/Pref. Rio Preto.)
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A experiência de assistir a um espetáculo, circular pelos espaços culturais e participar da programação do Festival Internacional de Teatro (FIT) Rio Preto 2026 foi pensada para alcançar um público cada vez mais diverso. Na edição deste ano, o evento incorpora a acessibilidade como um dos pilares da programação, ampliando recursos voltados à inclusão e reforçando o compromisso histórico do festival com a democratização do acesso à cultura.

Mais do que oferecer serviços específicos, a proposta é tratar a acessibilidade como parte integrante da experiência do público. O planejamento das ações foi estruturado a partir da compreensão de que a participação plena em atividades culturais depende da eliminação de barreiras físicas, comunicacionais, sensoriais e atitudinais.

“O objetivo foi planejar ações que garantam não apenas a presença, mas uma experiência cultural significativa, autônoma e acolhedora para todos os públicos”, explica Milena Bertoni, coordenadora de acessibilidade do FIT 2026.

Entre os recursos previstos estão audiodescrição para pessoas com deficiência visual, interpretação em libras para pessoas surdas, empréstimo de abafadores de ruído para pessoas com hipersensibilidade auditiva e iniciativas de acessibilidade sensorial, incluindo sessões com níveis mais amenos de som e iluminação em determinadas atividades.

A programação também prevê experiências voltadas a pessoas cegas e com baixa visão. Antes de alguns espetáculos, o público poderá participar de momentos de reconhecimento do espaço cênico, com acesso a elementos do cenário, figurinos, objetos de cena e aspectos da encenação, ampliando a compreensão das obras apresentadas.

“Buscamos pensar em diferentes formas de participação, respeitando a diversidade humana e reconhecendo que cada pessoa vivencia a arte de maneira única. Além de oferecer recursos específicos, a proposta foi fortalecer uma cultura de acolhimento, respeito e inclusão em todos os espaços do evento”, afirma Milena.

As medidas contemplam pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual e física, além de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e indivíduos com diferentes sensibilidades sensoriais.

Para a organização, ampliar a acessibilidade significa fortalecer o papel social do festival e ampliar o alcance das atividades culturais oferecidas gratuitamente à população. A expectativa é garantir que mais pessoas possam exercer plenamente o direito de participar da vida cultural da cidade.

“Ambientes mais acolhedores, informações mais claras e uma cultura de respeito à diversidade tornam a experiência melhor para todas as pessoas que participam do festival”, destaca a coordenadora.

A iniciativa acompanha um movimento cada vez mais presente em eventos culturais de grande porte, que passam a incorporar práticas inclusivas desde as etapas de planejamento. No caso do FIT, a proposta é que esse legado ultrapasse os dez dias de programação e contribua para fortalecer uma cultura de inclusão em Rio Preto.Libras