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Cia. Casa Amarela estreia o documentário 'O moleque da sanfona'

Documentário apresenta a história do compositor e acordeonista Mário Zan

Francine Moreno
Publicado em 17/09/2021 às 22:23Atualizado em 18/09/2021 às 01:56
Ator Carlinhos Rodrigues em cena do documentário (Divulgação)

Ator Carlinhos Rodrigues em cena do documentário (Divulgação)

Companhia que colocou Catanduva no mapa do teatro brasileiro, a Cia. da Casa Amarela completou 26 anos em 2021. Para celebrar, o grupo liderado pela atriz e produtora Drika Vieira e pelo ator e diretor Carlinhos Rodrigues promoveu várias iniciativas neste ano, como uma mostra de espetáculos do repertório com os recursos do auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc e também uma uma websérie documental que revisita a história do grupo no canal no Youtube.

O grupo, que se estabeleceu como um dos mais inteligentes e sensíveis no teatro que é feito para crianças na região, é reconhecido por seus espetáculos que recorrem a biografias de personalidades das artes. Na nova produção, o grupo lança um documentário que, de forma poética e onírica, apresenta a história do compositor e acordeonista Mário Zan, revendo suas memórias desde sua infância quando chegou da Itália com a família para morar na cidade de Santa Adélia, onde passou grande parte de sua vida.

A estreia do documentário “O moleque da sanfona” estreia neste sábado, 18, às 16h. A sessão gratuita é válida pela 12ª edição do Circuito Sesc de Artes 2021 e será transmitida pelo Youtube do Sesc Catanduva. O vídeo ficará disponível no Youtube por tempo indeterminado. “Mário Zan foi o maior sanfoneiro do Brasil, segundo o próprio Gonzagão, mas teve uma vida interessante e que inspira a poesia. Procuramos colocar essa delicadeza poética no documentário porque é uma das características da Cia da Casa Amarela”, afirma Carlinhos Rodrigues.

O ator e diretor conta que, quando surgiu a possibilidade de participar do Sesc Circuito de Artes, a proposta do evento era a de ressaltar a cultura de cada região. O grupo já tinha produzido o documentário “Legado para uma cidade”, sobre Padre Albino, mas discutiu a possibilidade de falar de alguma personalidade da região de Catanduva que o grupo ainda não havia abordado. “Essa pesquisa nos levou a alguns nomes, como Flávio Rangel, famoso diretor do teatro brasileiro, que é de Tabapuã, entre outros. Foi então que surgiu Mário Zan, que viveu alguns anos em Santa Adélia e que levou a música raiz para todo o Brasil e ficou conhecido internacionalmente.”

Rodrigues confessa que o grupo não tinha muitas informações sobre Mário Zan e decidiu pesquisar. “Descobrimos muitos fatos interessantes que mereciam um cuidado maior, pois temos certeza que vai surpreender o público que o conhece mais pelas músicas de festa junina. Tivemos apoio de muitas pessoas, inclusive da cantora Mariangela Zan, filha dele.”

A maioria das gravações do documentário foi feita no Teatro Municipal Aniz Pachá e na chácara São Manoel, em Catanduva. A praça Anuor Nahes, em Santa Adélia e no Cemitério da Consolação, em São Paulo, também serviram de locação para o vídeo.

Mariangela Zan participa do vídeo

Além de Carlinhos Rodrigues e Drika Vieira, o elenco do documentário “O moleque da sanfona” contou com Ian Costa, filho do casal, e das atrizes profissionais de Catanduva, Keka Faria, Fernanda Doro e Vânia dos Santos, que trabalham com o grupo há alguns anos, e também com a participação dos alunos do curso de teatro do grupo Gabriel Possari, Lumy Tomiyama, Luísa Lopes, Jullia Basso e Murilo Pedrassoli.

Pesquisa, roteiro, direção do documentário são assinados por Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues, e edição de Carlinhos Rodrigues. “O músico João Francisco Custódio gravou algumas músicas de Mário Zan especialmente para o documentário e Mariangela Zan fez uma gravação cantando a capela para nós, o que muito nos honrou”, afirma o ator e diretor Carlinhos Rodrigues.

Rodrigues afirma que mergulhar no universo do audiovisual foi um processo natural. “No início da pandemia, vimos muitos artistas e grupos de teatro entrando de cabeça no audiovisual e optamos por esperar. Não queríamos gravar as peças em vídeo. São linguagens diferentes. Sentíamos a necessidade de descobrir o nosso nicho. Produzimos alguns experimentos cênicos digitais, adaptando algumas peças para o formato digital, mas fora do palco. E descobrimos, por fim, o prazer de realizar documentários, o que abriu um leque muito interessante para divulgarmos nosso trabalho. Contudo, tudo foi feito com calma e muita ponderação.”

 
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