Exposição “Mães e Filhos em Foco”, de Eloisa Mattos, reúne 20 retratos cheios de emoção no Riopreto Shopping
Projeto reúne histórias reais e celebra vínculos entre mães e filhos em Rio Preto

Sorrisos abertos, olhos marejados e vínculos que somente um olhar experiente é capaz de medir dão o tom da 18ª edição da exposição “Mães e Filhos em Foco”, da jornalista, repórter fotográfica e colunista social Eloisa Mattos.
A mostra, que transforma afeto em arte, reúne 20 retratos e pode ser visitada a partir desta sexta-feira, 8, até o dia 21 de maio, na Praça 2 de Eventos do Riopreto Shopping, em frente à loja Brooksfield.
Reconhecida pelo olhar sensível, Eloisa construiu, ao longo de duas décadas de carreira, um acervo voltado às relações humanas. Neste projeto, já consolidado como tradição em Rio Preto, são cerca de 600 mães fotografadas em mais de mil horas de ensaios.
“Durante alguns anos, já fiz a exposição com as fotos em preto e branco. Depois, comecei a fazer só colorido por uns oito anos; no ano passado, eu voltei para o preto e branco e agora, na 18ª edição, as fotos são coloridas; ficou apaixonante. Tem que mudar o estilo, porque o pessoal gosta”, conta Eloisa.
A exposição integra a programação especial de Dia das Mães do shopping e apresenta retratos em tela canvas de algodão, no formato 70x80, com acabamento em molduras douradas. O resultado aposta em um visual sofisticado, sem perder a delicadeza dos vínculos retratados.
“Todos os anos é aquela emoção, porque não tem jeito; é mãe, né? Mãe e filho é muito emocionante fotografar, pois às vezes a mãe e o filho não se abraçam faz tempo e, na hora da foto, eu peço aquele aconchego. Sempre tem muita emoção”, diz a fotógrafa.
Amor eternizado
Com sensibilidade, Eloisa homenageia mães e filhos em registros que evidenciam o amor incondicional, a força e a ternura dessas relações. “É gratificante contar histórias de mães com seus filhos”, afirma.
Entre os episódios marcantes desta edição, estão histórias que atravessam gerações. “Esse ano, eu convidei uma mãe, mas como ela já fez antes com seu filho, desta vez quis fazer com sua mãe, que já é uma senhorinha mais de idade. Tem uma outra mãe, inclusive, que quis fazer com a filha e os netinhos, que são gêmeos. Então ficaram três gerações da família na foto, algo lindo”, relata.
Para a fotógrafa, cada ensaio carrega uma intensidade própria. “Às vezes, o pessoal se empolga e eu tenho que esperar que eles chorem, se abracem, se beijem para depois eu fotografar. E a fotógrafa também chora junto, com certeza, pois sou mãe duas vezes e sou avó. O ensaio passa muita emoção, pois o amor de mãe e filho é incondicional. Tenho o maior prazer em fazer essa exposição e registrar esse momento”, comenta Eloisa.
Foto e história
Ao longo das edições, Eloisa fotografou famílias de diferentes perfis e idades — fator que influencia diretamente a dinâmica dos ensaios.
“Para o projeto dessas fotos, tenho filhos de diversas idades, tenho filhos de 50 anos, filhos de 40, mãe de 70, mãe de 90. Vai muito da idade: os pequenininhos são tranquilos, mas os adolescentes, geralmente, querem ficar longe da mãe, sabe? Eles estão naquela fase em que têm vergonha de aparecer, mas aí eu vou com jeitinho e a foto sai”, diz.
“Geralmente, os filhos mais velhos são mais carinhosos. Querem ficar mais perto da mãe, querem fazer a foto com a mãe, acham importante registrar. É mais fácil fotografar quando são mais velhos, pois eles fazem já o que a gente pede”, completa.
Entre os relatos mais marcantes, estão reconciliações familiares mediadas pelo próprio ensaio.
“Nesse ensaio, foi um dos filhos quem marcou a foto. Em um momento, pedi um abraço em família, mas essa mãe tinha uma das filhas que estava brigada com ela. No entanto, elas se abraçaram, choraram e fizeram as pazes no estúdio. Foi uma coisa bem única mesmo, porque foi por meio da foto que elas reataram”, recorda.
Para Eloisa, cada ensaio é um reencontro com a essência do que significa ser mãe e ser filho. “Isso é a coisa mais linda do mundo, pois houve ocasiões de fazer as fotos e precisar parar porque todos choravam no ensaio”, conclui.