Exposição de Giselda Cristina Rego chega ao Robo.Art para explorar o sagrado feminino em Rio Preto
Mostra “RELEVÂNCIAS” reúne esculturas em gesso que recebem projeções audiovisuais em loop, criando experiência sensorial com som e narrativa acessados por fones de ouvido

Entre o peso do gesso e a fluidez da imagem projetada, a artista visual rio-pretense Giselda Cristina Rego propõe uma travessia simbólica pelo sagrado feminino na exposição “RELEVÂNCIAS”, que chega nesta sexta-feira, 13, à sede do coletivo Robo.Art, no bairro Boa Vista, depois de passar pela casa de criar. A mostra reúne esculturas que recebem projeções audiovisuais em sistema de loop e cria uma experiência imersiva em que arte, som e tecnologia dialogam para revisitar figuras míticas ligadas à espiritualidade e à construção histórica do feminino.
A abertura ocorre na sexta-feira, 13, às 20h, com uma roda de conversa. No sábado, 14, a visitação acontece das 19h às 21h. A entrada é gratuita e a classificação é livre.
A ação integra o projeto “RELEVÂNCIAS: Divindades de Eva e Sarah”, realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Prefeitura de São José do Rio Preto.
A Exposição
A mostra apresenta cinco esculturas em gesso — Divina Negra, Yu’rema, Uiara, Eva e Sarah — que exploram diferentes representações do sagrado feminino no universo mítico-religioso universal e no contexto brasileiro, com ênfase nas matrizes indígenas e afrodescendentes. As obras investigam personagens simbólicos ligados ao matriarcado, à espiritualidade e à construção cultural do feminino ao longo da história.
Nesta edição, Eva e Sarah surgem como novas divindades que ampliam a série desenvolvida pela artista.
A concepção e direção são de Giselda, com criação audiovisual realizada em colaboração com o artista Vinicius Dall’Acqua, responsável pelas animações em 2D e 3D e pelos processos que envolvem inteligência artificial.
Escultura em movimento
O projeto articula escultura em baixo-relevo e videoarte, combinando projeção mapeada, animações digitais e trilha sonora para criar diferentes camadas de leitura sobre cada obra.
Cada escultura recebe uma animação desenvolvida especificamente para dialogar com sua forma, simbologia e materialidade. As projeções são mapeadas diretamente sobre os relevos em gesso e operam em sistema contínuo de loop.
A experiência é completada por trilha sonora e narração acessadas por fones de ouvido, permitindo ao visitante vivenciar simultaneamente estímulos visuais, sonoros e espaciais.
Nesse contexto, as animações e projeções funcionam como um recurso que expande a pesquisa artística sobre o sagrado feminino, criando novas possibilidades de interpretação simbólica das esculturas.
Acessibilidade
A acessibilidade é um dos eixos do projeto. A exposição disponibiliza réplicas táteis das esculturas produzidas em impressão 3D, em escala reduzida, criadas por Vinicius Dall’Acqua, permitindo a fruição das obras por pessoas cegas ou com baixa visão.
O espaço também conta com textos informativos em braille e em fonte ampliada, além de monitoria educativa durante os períodos de visitação, o que contribui para a mediação dos conteúdos conceituais, técnicos e simbólicos das obras.