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RAÍZES QUE CONTAM HISTÓRIAS

Espetáculo infantil ‘Joana e o Pé de Batata-Doce’ estreia no Sesc Rio Preto

Espetáculo do coletivo SINA revisita clássico infantil ao abordar meio ambiente e tempo da natureza

por Salomão Boaventura
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Mabel Louíze e João Vitor Boni  durante cena da peça “Joana e o Pé de Batata-Doce”, que propõe reflexão ambiental para crianças (Ricardo Boni/Divulgação)
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Mabel Louíze e João Vitor Boni durante cena da peça “Joana e o Pé de Batata-Doce”, que propõe reflexão ambiental para crianças (Ricardo Boni/Divulgação)
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Em uma época em que o tempo parece sempre apressado, um espetáculo infantil propõe justamente o contrário: desacelerar para observar. Nesta sexta-feira, 1º de maio, às 16h, o Teatro do Sesc Rio Preto recebe “Joana e o Pé de Batata-Doce”, montagem do coletivo SINA que convida o público a refletir sobre natureza, memória e sustentabilidade a partir de uma narrativa lúdica e sensível.

A classificação é livre, e os ingressos estão disponíveis na Central de Atendimento do Sesc, bem como pelo site e aplicativo da instituição, com valores R$ 12 (Credencial Plena), R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira). Crianças até 12 anos não pagam.

Voltada para todas as idades, a peça marca a estreia do grupo rio-pretense e tem direção e dramaturgia de Homero Kaneko, da Companhia Hecatombe, a partir de ideia original de Nina Galvão. Em cena, a atriz Mabel Louíze dá vida à protagonista Joana, personagem que conduz o público por uma história que valoriza o tempo dos processos naturais e a relação humana com o meio ambiente.

Inspirado no clássico “João e o pé de feijão”, o espetáculo apresenta uma releitura em que, no lugar do feijão mágico, nasce uma batata-doce que cresce para baixo, abrindo caminho para um universo subterrâneo. Nesse ambiente, Joana e seu amigo Tomé enfrentam desafios e descobertas enquanto precisam provar sua conexão com a natureza diante de uma figura exigente, a Monstrona.

A proposta vai além da fantasia. A montagem incorpora temas como expectativa, memória e preservação ambiental, em diálogo com objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, como fome zero, ação climática e proteção da vida terrestre.

Segundo Kaneko, o processo criativo buscou construir uma experiência sensível a partir dessa relação. “A direção do espetáculo partiu de uma construção coletiva, com o objetivo de desenvolver uma experiência que dialogasse com os ciclos naturais e com as relações entre ser humano e meio ambiente”, afirma.

Formado por jovens artistas de São José do Rio Preto, o coletivo SINA nasce com a proposta de investigação cênica e construção colaborativa, articulando arte, território e questões contemporâneas. “Joana e o Pé de Batata-Doce” é o primeiro trabalho do grupo e foi viabilizado pela Lei Aldir Blanc, na categoria Primeiras Obras.