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O CANTO DA CIGARRA

Cia. Fábrica de Sonhos leva ‘Era uma vez… a Cigarra e a Formiga’ ao Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto

Espetáculo terá duas sessões, na quarta-feira, 29, com intérprete de Libras e entrada gratuita

por Salomão Boaventura
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Montagem da Cia. Fábrica de Sonhos integra circulação por cinco cidades do interior paulista (Luiz Áureo/Divulgação)
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Montagem da Cia. Fábrica de Sonhos integra circulação por cinco cidades do interior paulista (Luiz Áureo/Divulgação)
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Rio Preto recebe, na próxima quarta-feira, 29, uma história conhecida, mas contada de outro jeito. Em celebração aos 28 anos de trajetória, a Cia. Fábrica de Sonhos leva ao Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto duas apresentações gratuitas do espetáculo “Era uma vez… a Cigarra e a Formiga”, às 9h30 e às 14h30, com interpretação em Libras. Voltada principalmente a estudantes da rede pública, a iniciativa aposta no teatro como ferramenta de acesso, inclusão e formação de público.

A montagem faz parte de uma circulação que prevê dez apresentações em cinco municípios do interior paulista. Além de Rio Preto, o projeto já passou por Marília e São Carlos e segue para Bauru e Leme — cidades que, segundo o grupo, ajudam a contar a própria história da companhia ao longo de quase três décadas.

Inspirada livremente na fábula de Esopo, a peça propõe uma releitura contemporânea do clássico embate entre arte e produtividade. Com texto e direção de Guido Caratori, também em cena, a história acompanha uma cigarra artista, interpretada por Isabella Milsoni, que enfrenta resistências familiares e sociais ao tentar viver de sua vocação. Em busca de estabilidade, ela aceita trabalhar em um escritório comandado pelo rígido Sr. Tião Formiga Saúva. O encontro entre os dois, no entanto, desencadeia transformações inesperadas.

A proposta vai além da narrativa infantil tradicional e toca em questões como identidade, escolha profissional e o valor da arte em um mundo orientado pela lógica do trabalho.

A diretora de produção e cofundadora da companhia, Drica Sanches, vê na circulação um marco simbólico. “Celebrar 28 anos de trajetória é reafirmar nossa resistência e nosso compromisso com a democratização do teatro. Levar esse espetáculo gratuitamente a cidades que fazem parte da nossa história é uma forma de agradecer ao público que caminhou conosco ao longo desses anos, e garantir acessibilidade em todas as apresentações reforça aquilo em que acreditamos: a arte precisa ser para todos.”

O projeto busca ampliar o acesso ao teatro, especialmente para públicos que enfrentam barreiras sociais, econômicas ou geográficas. A estratégia inclui não apenas as cidades-sede, mas também municípios do entorno, fortalecendo a difusão da produção teatral no interior do Estado.

A circulação de “Era uma vez… a Cigarra e a Formiga” conta com apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, além de patrocínio de empresas parceiras.