Café Cultural debate tendências da arte contemporânea em Rio Preto
Conduzido por Patrícia Buzzini, bate-papo propõe reflexão sobre tendências, poética e escolhas que moldam a produção artística atual

Nesta quinta-feira, 26, a arte contemporânea entra na roda de conversa — não como enigma indecifrável, mas como linguagem viva, cheia de intenções, conceitos e escolhas em mais uma edição do Café Cultural promovido pela Academia Rio-pretense de Letras e Cultura (Arlec).
Com o tema “Para entender arte contemporânea”, o encontro será realizado às 19h30, no auditório da Faceres, na avenida Anísio Hadad, 6751, no Jardim Francisco Fernandes. A entrada é gratuita.
Conduzido pela acadêmica e artista visual Patrícia Buzzini, o bate-papo propõe ampliar a percepção do público sobre a produção artística atual. A ideia é criar um espaço de reflexão acessível tanto a artistas quanto a interessados em geral.
“Optei por um bate-papo para pensarmos juntos sobre as tendências contemporâneas na arte”, explica Patrícia.
Segundo ela, o objetivo não é estabelecer uma definição fechada sobre o que seja arte contemporânea, mas oferecer caminhos de compreensão. “Não existe uma definição única. A ideia é compartilhar tendências que tenho observado no Brasil e no exterior e refletir sobre o que está por trás das escolhas dos artistas”, afirma.
Entre os conceitos centrais da conversa estará a chamada “poética” — termo que, no campo das artes visuais, se refere ao conjunto de ideias, referências e intenções que sustentam uma obra. “Nada é aleatório na arte. Existe uma ideia que sustenta o trabalho. Entender isso ajuda tanto o artista quanto o observador”, destaca.
O encontro também pretende orientar quem deseja adquirir obras e tem dúvidas sobre os critérios que conferem valor a um trabalho artístico. “Queremos ampliar essa visão. Não é só para artistas, mas para qualquer pessoa interessada”, completa.
Em tempos em que a arte contemporânea ainda pode ser vista com estranhamento, iniciativas como o Café Cultural apostam na conversa franca como ponte. Porque, no fim das contas, compreender arte talvez não seja decifrar um código secreto — mas sentir e aproveitar melhor essa experiência.
* Estagiária sob a supervisão de Salomão Boaventura