Maria Helena Curti transforma décadas de arte e emoção em livro
O lançamento será na próxima terça-feira, 29, às 19h, na Sociedade de Medicina (Clube do Médico), em Rio Preto

Após décadas transformando papel, pincel e água em poesia visual, a artista plástica rio-pretense Maria Helena Curti, de 85 anos, lança “A Arte Fabulosa da Aquarela”, livro que celebra sua trajetória artística e reúne algumas de suas obras mais premiadas.
O lançamento será na próxima terça-feira, 29, às 19h, na Sociedade de Medicina (Clube do Médico), em Rio Preto. Publicado com o selo da editora Observador Legal, o livro custa R$ 120 e 30% da renda será destinada à reforma da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração, no bairro Redentora.
VIDA E ARTE
Com prefácio do jurista e escritor Durval de Noronha Goyos Jr. e introdução de Herbert Mercer, a publicação entrelaça memórias, pinceladas e afetos.
Segundo Maria Helena, não se trata de uma biografia tradicional, mas de um relato sensível que percorre sua vida desde a infância, quando estudou no Cardeal Leme, até sua formação no Colégio Santa Marcelina, em São Paulo. Na capital paulistana, iniciou os cursos de pintura e, posteriormente, aprimorou técnicas de aquarela.
“Eu nunca me atrevi a sonhar com a possibilidade de escrever um livro, mas recebi um ultimato do amigo Dr. Durval de Noronha Goyos Jr., no Palácio Pamphili, em Roma. Na ocasião ele me disse que eu não era eterna e que deveria gastar ‘dois tostões’ e escrever um livro. Hoje, aos 85 anos, senti que era o momento ideal”, conta Maria Helena.
“O livro não é uma biografia, mas reúne dados biográficos e conta minha trajetória profissional. Sobre o pedido do Durval, está mais para uma intimação feita há praticamente 10 anos, que fui protelando durante todos esses anos. É um livro de artes, com todas as exigências para tal”, completa a autora.
Entre as obras ilustradas na publicação estão “A Colegial”, “Vendedoras de Cerâmica”, “Galo Índio”, “É de Angola” e “Cheiro de Maresia” — esta última, premiada no Museu do Louvre e uma das preferidas da artista. “Para mim, as obras são como filhos, todas especiais, mas pela temática de paisagem marítima e que me deu uma premiação no Museu do Louvre, incluo entre minhas favoritas ‘Cheiro de Maresia’”, diz.
SEM FRONTEIRAS
Com uma carreira que ultrapassa fronteiras, Maria Helena já expôs seus trabalhos em estados brasileiros e em países como Suíça, Portugal, Argentina, Estados Unidos, Itália, França, China, Reino Unido, Noruega e Sérvia. É membro da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura (Arlec), ocupando a cadeira 10 desde 2008.
“Minha paixão pela aquarela se deu quando vi a técnica pela primeira vez numa exposição de Galina Sheetikoff, na Igreja Escandinávia, em São Paulo. A aquarela representa para mim a linguagem que sempre procurei: espontânea, delicada, transparente e cheia de poesias”, conclui a artista.