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O COTIDIANO VIRA LITERATURA

Arlec prorroga inscrições para concurso de crônicas até 20 de junho

Quarta edição do concurso “Prof. Sérgio Vicente Motta” vai escolher 50 textos inéditos para publicação em livro impresso e digital

por Salomão Boaventura
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
A vencedora do concurso de crônicas de 2025, Eliana Magrini Fochi (centro), com os acadêmicos Toufic Anbar, Pérsio Marconi, Adriana Teles e Rosalie Gallo (Milena Aurea/Divulgação)
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A vencedora do concurso de crônicas de 2025, Eliana Magrini Fochi (centro), com os acadêmicos Toufic Anbar, Pérsio Marconi, Adriana Teles e Rosalie Gallo (Milena Aurea/Divulgação)
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A escrita que nasce do cotidiano — entre o olhar atento e o gesto de transformar o banal em narrativa — ganhou mais tempo para chegar ao papel. A Academia Rio-Pretense de Letras e Cultura (Arlec) prorrogou até o dia 20 de junho as inscrições para a quarta edição do Concurso de Crônicas “Prof. Sérgio Vicente Motta”, que vai selecionar 50 textos inéditos para compor uma antologia literária a ser publicada no segundo semestre.

Consolidado como uma das iniciativas da entidade voltadas à produção literária, o concurso mantém a proposta de valorizar a crônica como um gênero que transita entre o jornalismo e a literatura, abrindo espaço tanto para autores iniciantes quanto para escritores mais experientes.

“A escrita de crônicas, gênero híbrido que oscila entre o jornalístico e o lirismo da narrativa e da poesia, tem o intuito de homenagear o prof. Sérgio Vicente Motta, um grande e saudoso intelectual da cidade”, destaca Adriana da Costa Teles, diretora cultural da Arlec.

Com tema livre, a edição deste ano permite que os participantes explorem diferentes perspectivas, emoções e experiências — uma característica que reforça a essência do gênero, tradicionalmente ligado à observação sensível do dia a dia.

Como participar

As inscrições devem ser feitas por meio de formulário disponível no site da Arlec. É necessário anexar a documentação exigida, o texto autoral e o comprovante de pagamento da taxa.

Podem participar maiores de 18 anos. Jovens entre 16 e 18 anos também são aceitos, desde que apresentem autorização dos responsáveis.

Cada participante pode inscrever apenas uma crônica inédita, com até 4.500 caracteres com espaços, excluindo título e nome do autor. O texto deve ser enviado em formato Word, com fonte Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento 1,5.

A avaliação será feita por um júri composto por cinco membros da Arlec, com análise realizada de forma anônima. Ao todo, 50 textos serão selecionados para integrar a coletânea, que terá versões impressa e digital.

A taxa de inscrição é de R$ 70 para adultos e R$ 35 para estudantes, mediante comprovação de matrícula. O pagamento pode ser feito via depósito bancário ou PIX.

O resultado será divulgado posteriormente nos canais oficiais da entidade. Já o lançamento do livro e a cerimônia de premiação estão previstos para outubro.

Incentivo à escrita

O troféu Arlequina, criado pela artista plástica e acadêmica da Arlec Norma Villar, será entregue ao vencedor do concurso (Divulgação)
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O troféu Arlequina, criado pela artista plástica e acadêmica da Arlec Norma Villar, será entregue ao vencedor do concurso (Divulgação)

Além da publicação, os autores selecionados receberão certificado e um exemplar da obra. Os cinco primeiros colocados também serão premiados com troféus ou medalhas e diplomas. O primeiro lugar receberá o troféu Arlequina, criado pela artista plástica e acadêmica da Arlec Norma Villar — uma capivara estilizada que se tornou símbolo da instituição.

Para Adriana, o concurso funciona como porta de entrada para novos escritores. “Participar de concursos literários é uma ótima oportunidade para que autores iniciantes mostrem o que têm produzido, divulguem suas ideias e registrem fatos do cotidiano, campo em que se insere o gênero crônica”, ressalta.

Ela também aponta o impacto do projeto na formação de uma comunidade literária. “É uma oportunidade para que pessoas ‘desengavetem’ seus escritos, sem receio de julgamentos. Mais do que a premiação, o importante é compartilhar experimentos estéticos e fazer parte de uma comunidade de escritores e leitores”, finaliza.