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Diário da Região

13/04/2014 - 03h14min

‘Os jovens ainda compram nossos discos’

Andy Rourke fala sobre o legado da The Smiths

‘Os jovens ainda compram nossos discos’

Edvaldo Santos “Não converso mais com Morrissey mais por opção dele do que minha”, revela Andy Rouke
“Não converso mais com Morrissey mais por opção dele do que minha”, revela Andy Rouke

Quase 30 anos depois do fim do The Smiths (uma das bandas mais importantes de rock alternativo surgida a partir da cena da música independente britânica na década de 1980), Andy Rourke, seu ex-baixista, sente-se orgulhoso e ainda se emociona quando ouve suas canções.


O músico atacou de DJ em sua passagem por Rio Preto na última semana, durante uma festa organizada pelo coletivo Plasticine. Na ocasião, ele conversou com a equipe do Diário. Mesmo com o calor infernal da tarde de quinta-feira, durante toda a entrevista Rourke manteve a linha e não tirou a jaqueta que vestida sobre uma camiseta com estampa dos Beatles.


O encontro foi no hotel, logo depois de sua chegada ao aeroporto. Tomando um copo de água tônica com limão, Rourke logo avisou que estava um pouco cansado, mas respondeu a todas as perguntas com muito bom humor. “O que eu ouço depende muito do dia, se estou me sentindo triste ou alegre, e qual música eu ouço. Minha mulher costuma ouvir mais que eu. Acho que o som continua fresco, e ainda me sinto orgulhoso - continuo balançando o pé quando escuto.”


A passagem por Rio Preto aconteceu depois da participação do baixista no show do ex-companheiro de banda, o guitarrista Johnny Marr, no Lollapaloza. Juntos, eles cantaram “How Soon Is Now”. “É sempre um prazer encontrar com Jonnhy. Ele é um dos meus amigos mais antigos, desde que eu tinha 11 anos. Foi muito bom receber seu convite de subir ao palco do Lollapalooza. A multidão estava muito entusiasmada”, disse o baixista, que deixou marcado no trabalho dos Smiths um estilo inconfundível. “Infelizmente, não conseguimos ensaiar, eu já deveria saber essa música depois de 30 anos”, brincou, acrescentando que foi a terceira vez que tocaram juntos neste ano. “Está se tornando um hábito.”


A parceria nas composições do The Smiths entre Marr, com a música, e o vocalista Morrissey, com as letras, era o ponto alto da banda. Temas melancólicos, alguns políticos, com críticas à família real, ou contra o consumo de carne estavam na pauta de Morrissey. Rourke diz que compartilhava de suas ideias por estar na banda, e várias vezes o vocalista abriu seus olhos para determinados temas.


O músico permaneceu em Manchester, onde a banda foi formada, até cerca de cinco anos atrás, quando mudou-se para Nova York. Lá, ele tem um programa semanal de rádio e mantém projetos musicais, como o JatLeg. Ele, que já promoveu festivais de música em Manchester em prol da pesquisa contra o câncer, tem intenção de levar o projeto aos Estados Unidos.


Assista abaixo a entrevista completa



Divulgação Rourke ao lado do guitarrista Johnny Marr, companheiro de The Smiths; os dois tocaram juntos “How Soon Is Now”, durante apresentação no Lollapalooza, na semana passada

Desde que The Smiths terminou, em 1987, houve propostas para o grupo se juntar novamente, mas nunca foram adiante. A possibilidade de retorno é considerada praticamente impossível. “As conversas nunca passam do Morrissey ou do Johnny. Sempre quando fico sabendo, os dois já disseram não”, fala Rourke, que lembra de Morrissey como uma pessoa bem tranquila de lidar enquanto estava na banda, mas que depois ficou complicada. “Não converso mais com Morrissey, mais por opção dele do que minha.” Com o baterista, Mike Joyce, o músico diz manter contato, e até fazer sets de DJ junto com o amigo. A atividade, inclusive, ele encara mais como diversão.

A banda terminou logo depois da gravação do álbum “Strangeways, Here We Come”. “Fiquei bastante surpreso, porque tínhamos acabado de fazer o álbum, e foi o mais divertido de gravar e é o meu favorito. Eu estava louco para tocar ao vivo. Johnny tirou férias e foi para Los Angeles. Aí a merda foi para o ventilador, não sei exatamente qual o motivo. Existem várias versões, mas não sei o que aconteceu, não estava lá”, diz.

Mesmo com o fim, o baixista lembra que a música do The Smiths continua viva. “Jovens estão descobrindo os Smiths e comprando nossos álbuns.” Para isso, ele tem uma teoria: “Penso que seja porque se trata de música genuína, sem o uso de sintetizadores ou efeitos eletrônicos. Eram músicas muito sinceras, que falavam ao coração das pessoas, e isso permanece.”



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