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RJ EM OLÍMPIA

Abertura do Festival do Folclore de Olímpia recebe apresentação de Neguinho da Beija-Flor

Rio de Janeiro, estado homenageado da edição de 2026, leva dez grupos ao festival e apresenta manifestações populares que vão do afoxé à folia de reis durante os nove dias de programação

por Salomão Boaventura
Publicado em 15/06/2026 às 14:12Atualizado em 15/06/2026 às 14:12
Estado homenageado leva dez grupos e show de Neguinho da Beija-Flor à abertura do FEFOL (Divulgação)
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Estado homenageado leva dez grupos e show de Neguinho da Beija-Flor à abertura do FEFOL (Divulgação)
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O samba, as tradições populares e a diversidade cultural fluminense darão o tom da abertura do 62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL). Estado homenageado desta edição, o Rio de Janeiro chega à Estância Turística com a maior delegação visitante do evento, formada por dez grupos, e protagoniza a noite inaugural do festival, que será encerrada por um show de Neguinho da Beija-Flor, um dos nomes mais emblemáticos do carnaval brasileiro.

A programação de abertura começa com a cerimônia que reúne estudantes da rede municipal de ensino e o tradicional cortejo dos grupos participantes. Em uma procissão marcada por figurinos, músicas e manifestações culturais de diferentes origens, os representantes de todo o Brasil atravessam a arena do Recinto do Folclore para dar início oficial à festa.

A apresentação principal da noite de abertura ficará por conta de Neguinho da Beija-Flor, que sobe ao palco no dia 1º de agosto, às 23h30. Voz histórica da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, o cantor é um dos intérpretes mais conhecidos do carnaval carioca e participará da celebração dedicada ao estado homenageado.

Realizado de 1º a 9 de agosto, com entrada gratuita, o FEFOL reunirá mais de 70 grupos de diferentes regiões do País. Criado em 1965 e realizado sem interrupções desde então, o evento é reconhecido como uma das mais importantes vitrines da cultura popular brasileira e transforma Olímpia, todos os anos, em ponto de encontro de tradições, ritmos e saberes transmitidos entre gerações.

A presença fluminense, porém, se estende por toda a programação do festival. Ao longo dos nove dias, grupos do Rio de Janeiro apresentarão manifestações como afoxé, folia de reis, reisado, bumba boi, ciranda, mineiro-pau e quadrilha junina. As atrações representam municípios como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Quissamã, Santo Antônio de Pádua, Paraty e a capital fluminense.

O Rio também se destaca pela renovação de participantes. Dos 18 grupos que estreiam no FEFOL em 2026, sete são fluminenses, ampliando a presença do estado no intercâmbio cultural promovido pelo festival.

“Receber o Rio de Janeiro como estado homenageado é receber o Brasil em toda a sua efervescência cultural. O FEFOL segue crescendo e consolidando Olímpia como um destino incontornável para quem quer conhecer a alma do povo brasileiro”, destaca o prefeito Geninho Zuliani.

Além das apresentações, a homenagem se desdobra em outras atividades. O público poderá visitar uma exposição dedicada à cultura fluminense na Estação Cultural de Olímpia (Eco), que permanecerá aberta até agosto de 2027. A programação inclui ainda encontros com pesquisadores, ações educativas e experiências gastronômicas inspiradas na culinária carioca.

As iniciativas são resultado de um acordo de cooperação técnica firmado entre a Prefeitura de Olímpia, por meio da Secretaria de Cultura e Defesa do Folclore, e a Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (F.MIS). A parceria prevê intercâmbio de profissionais, produção de podcasts com representantes de grupos folclóricos, oficinas temáticas, rodas de leitura e exibição de obras audiovisuais para estudantes da rede municipal.

“Não vamos apenas assistir ao Rio de Janeiro; vamos aprender com ele. Além de receber a maior delegação já trazida por um estado homenageado, teremos estudiosos da cultura fluminense, uma exposição que segue em cartaz até agosto do ano que vem e a gastronomia do Rio dentro do festival. É um intercâmbio cultural de verdade, que fica em Olímpia muito além dos nove dias de festa”, afirma Priscila Foresti, secretária de Cultura e Defesa do Folclore de Olímpia.