‘Prólogo da Vida’ transforma memórias e amadurecimento em poesia
Livro de poemas percorre adolescência, maturidade e o aprendizado de olhar para dentro

Em “Prólogo da Vida”, Naide Adriano transforma décadas de experiências em poesia e convida o leitor a revisitar a própria trajetória a partir de versos que transitam entre memória, amadurecimento e sensibilidade cotidiana.
A coletânea nasce do desejo de registrar o que foi vivido — e o que ainda reverbera —, costurando passado e presente em um mosaico de afetos, decisões e aprendizagens que atravessam diferentes fases da existência.
Os poemas percorrem a adolescência da autora em Araraquara, os anos de faculdade, os vínculos familiares, as amizades que permaneceram, os amores que deixaram marcas e os questionamentos que acompanharam a maturidade. Cada texto funciona como fragmento de uma narrativa maior: a de alguém que aprendeu a reconhecer o valor da rotina, das pessoas que cruzaram seu caminho e das escolhas que moldaram o presente. A obra está disponível na Amazon e na Uiclap por R$ 14,90 (ebook) e R$ 47,40 (físico)
Ao revisitar lembranças juvenis e momentos marcantes da vida adulta, Naide constrói uma poesia que ultrapassa o registro pessoal. As vivências íntimas ganham dimensão universal ao tocar temas como o sentido da vida, a passagem do tempo, o papel da fé no cotidiano e a busca por equilíbrio emocional. Em muitos poemas, a autora dialoga consigo mesma, refletindo sobre perdas, transformações e a necessidade de encontrar serenidade em meio às instabilidades do mundo contemporâneo.
Um dos textos que sintetiza esse olhar é o poema Renascer: É viver duas vezes, em que a ideia de recomeço surge não como ruptura, mas como iluminação:
Renascer: É viver duas vezes
A mesma estória sendo
Uma com um final e a
Outra um findar
Mais significativo, mais real.
Diz-se nascer novamente...
Digo é um reluzir mais forte
Um brilhar com significado
Esplendoroso
(Prólogo da vida, p. 81)
Os versos de “Prólogo da Vida” convidam o leitor a desacelerar, perceber nuances e reconhecer o valor de experiências que, muitas vezes, só se tornam compreensíveis com a distância da maturidade. Ao narrar essas fases, o livro cria uma ponte entre gerações e dialoga com quem se reconhece nas transformações do tempo.
A obra honra a memória e celebra o percurso, resgatando momentos que moldaram a identidade da escritora e transformando-os em poesia. Ao final, reafirma que viver é um constante recomeço — e que o sentido da existência está na coragem de olhar para dentro e transformar lembranças em luz.