Zagueiro ou quarterback? Seleção usa 'cola' tipo NFL para treinar jogadas
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Na Copa dos Estados Unidos, a seleção brasileira recorreu a um equipamento que a audiência da liga de futebol americano (NFL) já está familiarizada.
No treino desta quinta-feira (11), por exemplo, foi possível ver que os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães usaram uma espécie de pulseira no braço.
O espírito da coisa é parecido com o dos quarterbacks da NFL: ajudar na memorização e execução das jogadas ensaiadas.
Os dois defensores são pilares fundamentais no trabalho de bola parada da seleção. Como a movimentação deles é importante, a comissão técnica adotou as pulseiras para reforçar as instruções para os lances que podem decidir jogos.
Um papel com as jogadas é inserido na pulseira, e os jogadores dão uma olhadinha para checar qual é o momento de cada uma, dependendo da sinalização feita.
Francesco Mauri é o auxiliar de Carlo Ancelotti responsável pelas jogadas de bola parada.
Como princípio, ele usa três palavras que, em inglês, começam com a letra D: delivery (batida), desire (desejo) e details (detalhes).
Esse tipo de movimentação abraça dois desses elementos. Porque do desejo faz parte o nível de intensidade e movimentação dos zagueiros. Nos detalhes, entram o timing da jogada e qual rota eles conseguem fazer nos lances capitais.
Nós aqui estamos conscientes disso, que nessa Copa do Mundo também um aspecto importantíssimo será a bola parada. E temos nos preparado, temos treinado, tanto ofensivamente quanto defensivamente. Felizmente contamos com um dos principais jogadores do Arsenal em bola parada, que é o Gabriel, e também outros jogadores que podem fazer a diferença ali ofensivamente e defensivamente. Estamos trabalhando e é um foco nosso aqui estar bem preparado para esses momentos que podem decidir uma partida Alisson, em entrevista coletiva
Durante a preparação na era Ancelotti, o amistoso contra Senegal trouxe o melhor exemplo da eficácia de bolas paradas ofensivas na seleção. Não foi com nenhum dos zagueiros, mas, sim, com Casemiro que o segundo gol da seleção saiu, após uma jogada ensaiada.
O Brasil tentará colocar em prática essas estratégias a partir de sábado, 19h (de Brasília), contra o Marrocos, o primeiro adversário da seleção na Copa 2026.