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Vinicius Jr. responde a apelos por protagonismo e conduz Brasil no início da Copa

por Folhapress
Publicado em 20/06/2026 às 17:31
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FILADÉLFIA, EUA (FOLHAPRESS) - Se a seleção brasileira ainda está longe de apresentar um futebol irrepreensível na Copa do Mundo, as críticas pela atuação ruim no empate por 1 a 1 com Marrocos e pelo pé no freio no quase protocolar triunfo por 3 a 0 sobre o Haiti não se aplicam a Vinicius Junior. O camisa 7 começou a competição muito bem.

"Estou em meu melhor nível: fisicamente, tecnicamente e mentalmente", afirmou o atacante de 25 anos. "Isso é o mais importante. Eu sempre sonhei em chegar ao principal campeonato do mundo em meus 100%, para poder fazer os gols e dar assistências. Estou aqui para continuar evoluindo e levar o Brasil ao topo."

Clique aqui e entre no grupo FolhaStats Confira todas as estatísticas de Vinicius Jr. nesta Copa Ele já havia dito frases semelhantes antes da estreia, e não foram palavras ao vento. Contra Marrocos, em uma bonita jogada, encarou a marcação, balançou a rede e empatou um jogo no qual o Brasil estava nas cordas. Diante do Haiti, participou dos três gols: deu o chute cujo rebote Matheus Cunha aproveitou, foi garçom para o próprio Cunha no segundo e marcou o terceiro.

As contribuições de Vinicius não se resumiram a esses lances. Enquanto boa parte das discussões envolvendo a seleção se dá em torno de um atleta que não joga ou outro que pouco joga -Neymar e Endrick-, o jovem de São Gonçalo tem sido consistentemente o grande nome da equipe verde-amarela.

Ao menos neste início de torneio, ele vem respondendo aos apelos feitos para que assumisse o protagonismo. Eleito melhor jogador do mundo pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) em 2024, o atacante carrega o peso de ser a grande referência técnica do time nacional desde que Neymar teve sua lesão mais grave, em 2023.

Sempre que questionado sobre o assunto, Carlo Ancelotti procura tirar essa carga do fluminense. O técnico costuma falar em "responsabilidade compartilhada", mas sabe que o velho conhecido -foi sob seu comando que Vinicius desabrochou no Real Madrid- é sua maior arma na América do Norte.

Para utilizá-la da melhor forma, o italiano liberou o camisa 7 de praticamente todas as tarefas defensivas, embora ele contribua eventualmente na marcação. O treinador procura deixá-lo solto para receber a bola quando ela é roubada, e foi assim que ele teve seu papel nos gols de Matheus Cunha contra o Haiti.

Diante de Marrocos, quando o Brasil tinha a bola, Vinicius era uma opção bem aberta pela esquerda. No embate com os haitianos, foi o lateral Douglas Santos quem ficou perto da linha lateral para, como se diz no jargão atual, "alargar o campo". Vinicius ficou mais por dentro, um tanto a contragosto, e decidiu o jogo.

"Depende muito da partida, depende do adversário. Desta vez, o mister pediu para eu jogar entre os zagueiros. A verdade é que eu não atuo muito por ali, mas, sempre que ele me fala para eu fazer isso, marco gols. Então, tenho que escutar muito mais... Seguramente, ele agora vai me falar que entende muito de futebol", brincou.

Junior ainda aguarda as orientações do chefe para a partida contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24), nos arredores de Miami. Pela primeira vez em quase três anos, não havendo imprevistos, poderá ter a companhia de Neymar, que voltou à seleção para a Copa, mas, em recuperação de uma lesão na panturrilha direita, ainda não entrou em campo.

"Estamos felizes com a evolução dele. A presença do Ney no grupo é algo muito importante para nós. Esperamos que possa mesmo voltar no próximo jogo e nos ajudar no decorrer da competição", afirmou Vinicius, com a habitual reverência ao camisa 10. "Ele é meu ídolo, sempre me deu muito suporte", declarou.

Mas o cara do time hoje é ele, Vinicius Junior. Mesmo que bata na tecla da responsabilidade compartilhada, Ancelotti deseja que o jovem mantenha o ímpeto exibido nas rodadas iniciais do Mundial e não se intimide com a figura do veterano de 34 anos sentado no banco da equipe verde-amarela.

Vini já tem uma Copa do Mundo no currículo. Lembrado mais por ter feito só um gol do que por ter participado de outros cinco no Qatar, em 2022, chegou aos Estados Unidos com uma experiência maior no futebol e na seleção. São agora 51 partidas e 11 bolas na rede, números que ele espera ampliar até 19 de julho, data da final em East Rutherford.

"A chance de ganhar a Copa pelo Brasil significa muito para mim. Espero continuar evoluindo para levar o Brasil ao lugar de onde nunca deveria ter saído."