Veja os destaque dos últimos 10 anos de Messi na seleção em 10 atos
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - "Se terminou para mim a seleção. Como eu disse, são quatro finais [perdidas]. Não é para mim. Infelizmente tentei, era o que mais desejava. Não deu".
Exatos dez anos separam a fala de um magoado Lionel Messi, recém-derrotado na final da Copa América e então decidido a se aposentar da seleção argentina, e a partida deste sábado (27), contra a Jordânia, em que o agora maior artilheiro da história da Copa do Mundo e atual campeão encerra a fase de grupos já classificado ao mata-mata no primeiro lugar do Grupo J.
Entre as duas datas, ambas nos Estados Unidos, o camisa 10 viveu na Albiceleste o arco histórico que o levou ao Olimpo do futebol. Um período de títulos que contrastou com o que havia sido a década anterior, marcada pelas frustrantes decisões perdidas -uma na Copa do Mundo, três na Copa América- e o alongamento do jejum de sua seleção.
O UOL separou dez momentos notáveis dos dez anos desde a anunciada -mas não concretizada - aposentadoria de Messi até a atual Copa, em que, somente com dois jogos, já atingiu quatro marcas históricas em sua carreira:
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Junho de 2016: Aposentadoria anunciada
Era a quarta final perdida pela Argentina, a terceira seguida e como craque do time: Lionel Messi foi derrotado nas decisões da Copa do Mundo de 2014, contra a Alemanha, e da Copa América de 2015 e de 2016, ambas contra o Chile.
Na última, disputada nos EUA, além do peso carregado pelas derrotas anteriores, a bola isolada na disputa de pênaltis sacramentou uma sequência de pequenos desastres na parte azul e branca da carreira de Messi.
"Já tentei muito. Me dói mais que a qualquer um não poder ser campeão com a Argentina. Mas é assim: não deu e infelizmente me vou sem conseguir", disse o camisa 10 após a final, convencido de que sua passagem pela seleção havia chegado ao fim.
Agosto de 2016: Edgardo Bauza o convence a voltar
Ciente da importância de Messi para pensar uma Argentina vencedora, o então técnico da Argentina, Edgardo Bauza, viajou à Espanha em agosto para convencer o craque a retornar à Albiceleste. A conversa ocorreu durante um almoço após um treino do argentino pelo Barcelona. Bauza o convenceu. No primeiro jogo após o retorno, em 1º de setembro, marcou um gol e decidiu o clássico contra o Uruguai pelas eliminatórias: 1 a 0.
Outubro de 2017: no sufoco, brilho de Messi confirma Argentina na Copa
A Argentina não vinha bem nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Foi ao Equador, já nas últimas rodadas, precisando vencer para assegurar a vaga. O camisa 10 liderou a vitória de virada ao fazer três gols fora de casa e cravar a equipe no Mundial da Rússia.
Junho de 2018: mais uma frustração em Copas do Mundo
A Copa do Mundo começou decepcionante para a Argentina de Jorge Sampaoli: o empate com a Islândia e o atropelo da Croácia por 3 a 0 na fase de grupos só foram salvos pela dramática vitória contra a Nigéria na terceira rodada. Porém, de nada adiantou: nas oitavas, os franceses dominaram o jogo e venceram por 4 a 3, mais adiante conquistando o bicampeonato mundial.
Julho de 2019: 1ª competição da Era Scaloni termina mal
Se hoje a Argentina vive sua fase mais gloriosa sob o comando de Lionel Scaloni, no início da trajetória do técnico não foi assim. A primeira competição oficial do treinador foi a Copa América de 2019, no Brasil. Pouco propositivo, o time argentino sofreu para avançar de fase, passou das quartas diante de uma modesta Venezuela e foi dominado pelo Brasil ao cair nas semifinais. A fila sem títulos se alongava e ficava mais perto de chegar três décadas.
Julho de 2021: Primeiro título pela Argentina e fim do jejum
Com Scaloni mantido no cargo, a Argentina emendou uma longa sequência invicta após a queda em 2019, com sete vitórias e seis empates, e chegou bem à Copa América de 2021. Inspirado, Messi foi decisivo e liderou a campanha como melhor jogador e artilheiro da competição, com quatro gols. Na final contra o Brasil, porém, quem decidiu foi Di María, autor do belo gol da vitória por 1 a 0.
Junho de 2022: Mais um título para a Argentina de Messi e Scaloni
Ainda sob a expectativa da chegada daquele que se imaginava ser o último Mundial de Messi, a Argentina disputou a Finalíssima contra a Itália e, com ótima exibição do camisa 10, venceu por 3 a 0. O título consolidava o ótimo trabalho de Scaloni no comando da seleção, com quase três anos de invencibilidade.
Dezembro de 2022: A consagração de Messi
Entre todos os títulos e prêmios individuais de Messi, nada se equivale à Copa do Mundo de 2022, sua consagração no Olimpo da bola. A única conquista que lhe faltava veio com um desempenho épico do meia-atacante: com sete gols, dois deles na final contra a França, decidiu a taça e foi eleito o melhor jogador do torneio no tricampeonato mundial argentino.
Julho de 2024: Bicampeonato na Copa América
A Copa América de 2024 foi, talvez, o título de Lionel Messi com menor influência direta do craque em campo. Foram um gol e uma assistência dele, com atuações mais discretas que de costume. Na final, deixou o campo lesionado no segundo tempo e viu Lautaro Martínez, artilheiro da competição, decidir o título na prorrogação. Mesmo que com pouco destaque de Messi, foi seu quarto título pela Argentina em dois anos, fazendo dele um dos jogadores com mais conquistas pela seleção nacional.
Junho de 2026: Copa dos recordes de Messi
A qualquer argentino que se pergunte, incluindo Lionel Messi, o objetivo máximo para a seleção é o tetracampeonato em 2026. Porém, mesmo antes do fim da fase de grupos o camisa 10 já fez história.
Com os cinco gols marcados em dois jogos, Messi bateu importantes marcas nos EUA: se tornou o maior artilheiro da história das Copas, com 18 gols, o jogador que mais disputou Copas, com seis participações, com mais vitórias em Mundiais, com 18, além de ter alcançado o feito de 200 partidas pela Argentina.