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COPA DO MUNDO

Uefa detona Fifa por anulação de cartão de Balogun

A decisão foi anunciada após o governo de Donald Trump contatar a Fifa para pedir a revisão da suspensão

por Folhapress
Publicado em 06/07/2026 às 11:04Atualizado em 06/07/2026 às 11:22
Balogun (@balogun / Instagram)
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Balogun (@balogun / Instagram)
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Uefa fez duras críticas à Fifa após a entidade máxima do futebol anular o cartão vermelho apresentado pelo árbitro Raphael Claus a Florian Balogun, dos Estados Unidos, na Copa do Mundo. Liberado, ele poderá enfrentar a Bélgica, nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final.

O QUE ACONTECEU

A Uefa afirmou que a Fifa "cruzou uma linha vermelha" com a decisão. A entidade europeia ainda destacou que a regra, neste caso, "não era alvo de interpretação".

"A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a implementação da suspensão automática de um jogo após o cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma linha vermelha. O futebol, como qualquer outro esporte, depende de regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são alvo de interpretação. Neste caso, não", disse Uefa, em nota oficial.

A entidade máxima do futebol europeu afirmou que a Fifa terá de ter "tratamento igualitário" em casos parecidos com o de Balogun.

"Quando a certeza das regras não é mais garantida por seus guardiões, a integridade do jogo está em jogo e a credibilidade de uma competição é minada [...] Da mesma forma, essa decisão cria um precedente no torneio em andamento, onde situações semelhantes agora exigirão tratamento igualitário, em detrimento da competição", disse a Uefa.

CASO BALOGUN

O artilheiro dos Estados Unidos da Copa foi expulso durante a partida contra a Bósnia, pela segunda fase da competição. No lance, ele pisou no tornozelo do zagueiro adversário, e o árbitro brasileiro Raphael Claus foi ao VAR, reviu o momento e mostrou o cartão vermelho direto.

A Fifa anulou o cartão vermelho durante a tarde deste domingo (5). Para isso, a entidade usou o artigo 27 do seu regulamento, que permite a suspensão de medidas disciplinares. A regra pôs Balogun em um período probatório de um ano. Se houver uma infração semelhante, a punição será aplicada.

A decisão foi anunciada após o governo de Donald Trump contatar a Fifa para pedir a revisão da suspensão. A informação foi publicada pelo The New York Times e confirmada pelo UOL. O presidente dos EUA tem relação próxima com Gianni Infantino, presidente da entidade máxima do futebol.

"Obrigado à Fifa por fazer o que é certo e reverter uma grande injustiça!", publicou Trump, na rede Truth Social,

Estados Unidos e Bélgica se enfrentam nesta segunda-feira (6), às 21h (de Brasília), pelas oitavas de final. A partida será disputada em Seattle.

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NOTA COMPLETA DA UEFA

"A decisão deste domingo (5) de suspender por um período probatório de um ano a implementação da suspensão automática de um jogo após o cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma linha vermelha.

O futebol, como qualquer outro esporte, depende de regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são alvo de interpretação. Neste caso, não. Uma suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não exige a decisão de um órgão competente. É um princípio embutido nas regulamentações, que não pode ser aplicado a exceções, muito menos no meio de um torneio onde vários outros jogadores estiveram na mesma situação e cumpriram suspensão regularmente.

Quando a certeza das regras não é mais garantida por seus guardiões, a integridade do jogo está em jogo e a credibilidade de uma competição é minada. Da mesma forma, essa decisão cria um precedente no torneio em andamento, onde situações semelhantes agora exigirão tratamento igualitário, em detrimento da competição.

O futebol é o esporte mais amado do mundo porque é um esporte bonito e é confiável porque é jogado em todos os lugares com as mesmas leis. Um torneio nunca é um evento puramente independente e, se o torneio em questão for a Copa do Mundo, ele tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o jogo como um todo.

Expressamos nossa descrença diante de uma decisão tão sem precedentes, incompreensível e injustificável."