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Time mais velho e menos veloz, Argentina testa seus limites físicos na semi

por Folhapress
Publicado em 13/07/2026 às 11:14
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KANSAS, EUA (UOL/FOLHAPRESS) - Na zona mista após a vitória sobre a Suíça, o goleiro Dibu Martinez resumiu. "Sentimos as pernas demais, mas com coração sempre se consegue um pouco mais". Este é o estado da Argentina que chega à semifinal deixando tudo em campo, mas no limite físico que precisará ser ainda mais esticado diante da Inglaterra.

Até agora no Mundial foram duas prorrogações. 120 minutos contra Cabo Verde e contra a Suíça. Não à toa é a semifinalista que percorreu a maior distância total em campo nos seis jogos da Copa até agora: 706,45 km, segundo dados da Fifa (Federação Internacional de Futebol).

A Inglaterra, por exemplo, que teve uma prorrogação contra a Noruega, transitou 703,50 km, enquanto Espanha (684,54 km) e França (658 km), ao menos neste quesito estão menos extenuadas.

O cansaço tem explicação. A Argentina tem o elenco com maior média de idade entre os semifinalistas: 29,2 anos. A preocupação é grande com Messi, que completou 39 anos. Em seguida aparece a Inglaterra, quase dois anos mais jovem com 27,4 anos, a França (27,1) e a Espanha (26,9).

Some-se a isso uma Copa do Mundo intensa, que acontece ao fim da temporada europeia, embora Messi não participe dela —o craque joga nos Estados Unidos.

As preocupações já existiam antes mesmo de o Mundial começar. Dos 26 convocados, dez passam por problemas físicos, incluindo Lionel Messi, Dibu Martínez, Leandro Paredes, Romero, Molina e Julián Alvarez, líderes da equipe.

Seja por desgaste ou por estilo de jogo, a falta de intensidade da Argentina é percebida em campo. Além de sofrer para passar de Cabo Verde e Egito, contra a Suíça um fator chamou ainda mais a atenção: os atuais campeões não tiveram forças nem sequer para impor seu estilo de jogo com posse de bola e domínio do meio de campo e, recuada até a expulsão de Embolo, se deixou ser controlada pela Suíça.

Essa falta de intensidade é comprovada pelos números. De acordo com dados da Fifa, entre todas as 48 seleções do Mundial, a Argentina é quem tem o índice mais baixo de velocidade média: 5,61 km/h. A líder no quesito é a República Tcheca, que atingiu média de 6,33 km/h .

Os hermanos também estão longe de serem quem mais acelera o jogo. Quando o assunto são as arrancadas, a Argentina é só a décima seleção a dar sprints. 2535. A adversária da semifinal, por exemplo, já deu 2711.

O técnico Lionel Scaloni tenta reduzir os danos. A seleção treinou um dia após o jogo, mas dez titulares não foram a campo. É praxe em práticas pós jogos, mas o treinador quer aproveitar cada minuto para recuperar seus atletas até a semifinal que ocorre na quarta-feira, em Atlanta.