Técnico do Paraguai adia definição sobre o seu futuro: 'Cabeça esgotada'
(UOL/FOLHAPRESS) - O técnico do Paraguai, Gustavo Alfaro, colocou em dúvida sua permanência no cargo e pediu tempo para decidir seu futuro após a eliminação para a França nas oitavas de final da Copa do Mundo.
O QUE ACONTECEU
A Federação Paraguaia de Futebol quer renovar o contrato do treinador para o próximo ciclo de Copa do Mundo. O presidente da APF (Associação Paraguaia de Futebol), Robert Harrison, manifestou o desejo publicamente e chegou a falar sobre o assunto no vestiário, logo após a eliminação da equipe.
Alfaro afirmou que prefere esperar o momento certo para discutir seu futuro profissional. O técnico declarou que ainda sente o peso da desclassificação e precisa de calma para decidir. Hoje tenho feridas abertas, estou sangrando. O que menos posso fazer é pensar. O Paraguai precisa que a poeira baixe", avaliou.
O treinador explicou que precisa de um tempo para conversar com a família antes de dar uma resposta definitiva. Alfaro havia prometido se aposentar aos 60 anos, logo após dirigir o Equador na Copa de 2022, mas continuou trabalhando.
"Preciso de um tempo, preciso de um tempo; isso não quer dizer que preciso de seis meses, não, de jeito nenhum. Porque o pior que eu poderia fazer é dizer que sim: Sim, vamos em frente, mas estou com a cabeça esgotada e em setembro já não aguento mais", disse Gustavo Alfaro.
O técnico tem um retrospecto positivo no comando da seleção paraguaia desde que assumiu em 2024. Em 24 partidas, Alfaro soma 11 vitórias, com destaque para os triunfos contra o Brasil por 1 a 0 e contra a Argentina por 2 a 1 pelas Eliminatórias.
A campanha do Paraguai na Copa superou as expectativas e fortaleceu o trabalho da comissão técnica. A seleção paraguaia avançou como a melhor entre as terceiras colocadas, eliminou a Alemanha na segunda fase e caiu apenas nas oitavas de final.
A postura da federação paraguaia de manter o treinador destoa do cenário de outras seleções eliminadas. Países como Uruguai, Alemanha e Holanda optaram por demitir ou não renovar com seus técnicos após a queda no torneio mundial.