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Serenidade, ajustes e pouca comemoração marcam estreia de Ancelotti com o Brasil em Copas

por Folhapress
Publicado em 13/06/2026 às 21:56
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EAST RUTHERFORD, EUA (FOLHAPRESS) - Gestos contidos, orientações individuais e poucas comemorações.

Em sua estreia como técnico do Brasil em Copa do Mundo, Carlo Ancelotti exibiu à beira do gramado o estilo sereno que marcou sua carreira, mesmo nos momentos de maior pressão contra Marrocos.

A partida em East Rutherford (EUA) foi difícil e terminou 1 a 1.

Clique aqui e entre no grupo FolhaStats Primeiro técnico estrangeiro a comandar a seleção brasileira no torneio, o italiano viu sua equipe passar boa parte do primeiro tempo encurralada pelo estilo agressivo dos marroquinos.

Antes do intervalo, o italiano precisou corrigir problemas defensivos e demonstrou insatisfação com os erros da equipe na saída de bola.

Logo depois do gol marroquino, Ancelotti teve a oportunidade de conversar com seus jogadores na pausa para hidratação.

Após orientações gerais para o grupo, Douglas Santos, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Casemiro e Ibañez receberam instruções diretas do treinador.

Apesar de buscar o empate pouco depois -comemorado de forma bem contida pelo treinador, isolado em sua área técnica-, o Brasil continuou com erros defensivos que forçaram o italiano a mudar a equipe no intervalo.

Saíram Casemiro e Ibañez, que, além de advertidos com cartão amarelo, não jogavam bem, e entraram Fabinho e Danilo.

Em seu 13º jogo à frente da seleção brasileira, Ancelotti tinha novamente a defesa com sua principal preocupação.

O setor foi o que recebeu maior atenção do comandante na semana que antecedeu a estreia do Brasil, principalmente após o corte do lateral direito Wesley por lesão. Há pouco mais de um ano no cargo, o técnico ainda buscava o encaixe ideal para o setor.

Desde Telê Santana, em 1986, nenhum técnico chegava ao Mundial com tão poucos jogos à frente do Brasil. Telê estreou na edição realizada no México também com 12 partidas no comando da equipe verde e amarela.

Para minimizar isso, o italiano estudou as campanhas vitoriosas mais recentes da equipe verde e amarela em Copas.

Segundo ele, embora o torcedor se lembre do brilho ofensivo das equipes que conquistaram o título, o talento só aparecia a partir do equilibrío com muita organização e disciplina defensiva, tanto na equipe campeã de 1994 quanto na vencedora em 2002.

No primeiro tempo com Marrocos, Ancelotti viu momentos fugazes de genialidade de seus jogadores, mas eles ainda não encontraram o equilíbrio certo no trabalho sem a bola. Por isso a insatisfação dele à beira do gramado.

O Brasil melhorou depois do intervalo a partir das mudanças promovidas pelo treinador.

Tanto que ele passou a conversar mais com os homens de ataque. Caindo pela ponta, Vinicius Junior era quem mais recebia instruções do comandante.

Mesmo assim, porém, ainda não foi suficiente para buscar a virada.

"Esperávamos começar melhor", disse Ancelotti em entrevista pouco após o final da partida. "Marrocos é uma boa equipe. Agora é olhar para o próximo jogo."

O italiano trabalhará para melhorar o time pensando no mata-mata, já que os próximos adversários do Brasil, Haiti (especialmente) e Escócia, não devem exigir muito da seleção.