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Sensação da Bósnia já jogou pelos EUA e foi algoz da Itália na repescagem

por Folhapress
Publicado em 01/07/2026 às 11:23
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Esmir Bajraktarevic, revelação da Bósnia na Copa, viverá um dia especial nesta quarta-feira (1º). Além de fazer parte do primeiro jogo de mata-mata da seleção europeia na história dos Mundiais, ele vai enfrentar o país onde nasceu: os Estados Unidos.

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Esmir Bajraktarevic tem 21 anos, é meia-atacante e nasceu em Appleton, nos Estados Unidos. Atualmente, ele joga pelo PSV, da Holanda.

Os pais do meia-atacante fugiram da guerra que acontecia na Bósnia nos anos 90, passaram pela Suíça e viviam nos EUA quando ele nasceu. Foi no país da América do Norte que Bajraktarevic deu seus primeiros chutes.

Ele virou um destaque atuando na base e no profissional do New England Revolution. Não demorou muito para chegar à seleção americana. Em janeiro de 2024, foi convocado e jogou por cerca de 30 minutos durante um amistoso dos EUA contra a Eslovênia.

Mas o tempo passou, e Bajraktarevic tomou uma decisão: representar o país dos seus pais. Após entrar com o pedido de mudança de cidadania na Fifa, o meia-atacante teve a solicitação aceita e pôde ser convocado para a seleção da Bósnia.

"Comecei a jogar pelos Estados Unidos, mas acho que estava chegando a hora de dar o salto das categorias de base para a seleção principal. E eu sabia que, uma vez que fizesse isso, não haveria volta. Eu sempre soube que seria a Bósnia", disse Bajraktarevic, ao site da Fifa.

A estreia pelo país europeu veio ainda em 2024, mas o ponto alto da jornada aconteceu em março de 2026. Bajraktarevic foi titular nos dois jogos da repescagem para a Copa do Mundo. A Bósnia passou por País de Gales e eliminou a Itália, nos pênaltis, com o meia-atacante batendo a cobrança decisiva.

nesta quarta-feira (1), Bajraktarevic tem a missão de ajudar a Bósnia a eliminar o país onde ele nasceu. Segundo o técnico Sergej Barbarez, o jogador encara o cenário com naturalidade.

"Ele sabe por qual seleção joga e de onde vieram os pais dele. Temos muitos exemplos de jogadores que passaram pelas categorias de base de outros países. Isso é algo bastante comum nesta quarta-feira (1) em dia e, por isso, nem conversamos muito sobre esse assunto. Este jogo é especial para todos, não apenas para o Esmir", disse Sergej Barbarez, técnico da Bósnia, em entrevista coletiva.

Bósnia e Estados Unidos se enfrentam nesta quarta-feira (1º), às 21h (de Brasília), em Santa Clara. Quem vencer, vai encarar Bélgica ou Senegal nas oitavas de final.