Scaloni admite dificuldades contra a Suíça e fala em sorte; argentinos vão ao Obelisco para celebrar
SÃO PAULO, SP E BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, admitiu que sua seleção teve dificuldades para superar a Suíça nas quartas de final da Copa, neste sábado (11), em Kansas City.
Os sul-americanos derrotaram os europeus por 3 a 1, na prorrogação, e enfrentarão a Inglaterra na semifinal. O duelo será na quarta (15), às 16h, em Atlanta.
Para Scaloni, a Argentina sofreu durante a partida e precisará evoluir para a próxima fase. "A verdade é que sofremos. Sabíamos que a Suíça seria uma equipe muito física. Eles nos causaram dificuldades, e não conseguimos sair de algumas situações. Também tivemos sorte porque um jogador deles foi expulso. Temos que ser realistas e melhorar", disse.
O centroavante Breel Embolo foi expulso da partida ao receber o segundo cartão amarelo por simulação de uma falta. O suíço fingiu ter sido atingido por um chute do volante argentino Leandro Paredes, que inicialmente foi advertido pelo árbitro.
Após intervenção do VAR (árbitro assistente de vídeo), o cartão foi retirado de Paredes e aplicado a Embolo, que foi expulso.
Scaloni evitou projetar o duelo com os ingleses. "A verdade é que não faz diferença. Vamos enfrentar uma equipe com um grande treinador e grandes jogadores. Precisamos nos recuperar. Isso é o mais importante", disse.
Flaco López, atacante da seleção argentina e do Palmeiras, considerou que a Alviceleste venceu a Suíça por 3 a 1 "com o sangue" para se classificar às semifinais da Copa. "Esses jogos tão equilibrados, onde todos são extremamente bons, se decidem nisso, quem acredita mais até o final, e acho que nesse sentido, nós argentinos temos isso no sangue", disse.
O jogador também elogiou o apoio da torcida argentina. "Se cria uma atmosfera incrível e não nos resta outra opção a não ser ir para cima", disse.
Sobre o duelo que espera a Argentina nas semifinais contra a Inglaterra, o atacante considerou que é o tipo de jogo "que todo jogador espera".
"A Argentina está cheia de grandes jogadores e ficamos muito felizes quando soubemos a notícia" de quem seria o próximo adversário. "Vamos nos preparar da melhor maneira e com o apoio da torcida vamos dar a vida até o último segundo, como sempre".
Ao público argentino, pediu que "continuem apoiando". "Quando as pernas não respondem, olhamos para fora, vemos eles e o coração bate um pouquinho mais forte e nos dão mais energia. Que tenham o mesmo sonho, que dentro de campo vamos dar a vida por eles."
Após o jogo contra a Suíça, a apreensão de uma partida dura se transformou em festa no Obelisco, que virou o ponto de encontro em Buenos Aires das comemorações do torneio.
Mesmo com os termômetros marcando 9°C, milhares de pessoas vestindo as cores da bandeira argentina se reuniram no cartão-postal da capital para celebrar mais uma vitória de virada no torneio. A festa teve fogos de artifício, vendedores ambulantes e policiamento para organizar o trânsito da avenida 9 de Julho, uma das principais da cidade.
"Na minha opinião, não podemos jogar contra a Inglaterra com esse mesmo time. Precisamos fazer mudanças importantes. Por exemplo, colocar o Cholito Simeone, que é alto e, além disso, muito veloz", disse o médico José Caporsao, 80, em referência Giuliano Simeone, que tem esquentado o banco do time treinado por Lionel Scaloni.
A Inglaterra garantiu a classificação ao derrotar a Noruega por 2 a 1, também na prorrogação, mais cedo, em Miami. O confronto reeditará as quartas de final da Copa do Mundo de 1986, disputada no México.