Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal

Rodri diz que jogadores da Espanha devem ignorar provocações da Argentina na final

por Folhapress
Publicado em 17/07/2026 às 20:56
Ouvir matéria

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, e o capitão do time, Rodrigo Hernández, falaram na tarde de sexta-feira (17) sobre os cuidados necessários diante da possibilidade de a Argentina recorrer a provocações na final da Copa do Mundo. Eles concederam entrevista em Nova York, em evento organizado pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), e evitaram polêmicas.

Entre no grupo FolhaStats Confira a tabela da Copa "É uma parte do futebol. Vamos ver como o jogo se desenvolve. Gosto de pensar que eles são uma seleção que dá o máximo e não segue esse tipo de caminho, mas sim o de ser contundente, ser agressiva. Mas, se por algum motivo entrarmos nessa fase do jogo, evidentemente, teremos que ignorar e fazer o que sabemos fazer bem, nosso jogo, sem entrar em provocações", disse Rodri.

"Por favor, não", afirmou De la Fuente, indagado se o jogo argentino é sujo. "Respeito as opiniões de todo o mundo, mas tenho uma admiração extraordinária por uma seleção que é campeã da América, campeã do mundo. São grandes jogadores. É admiração, admiração e admiração", acrescentou.

As perguntas sobre o tema tinham uma razão de ser. Em sua vitória de virada sobre a Inglaterra, nas semifinais, os atletas argentinos recorreram diversas vezes ao confronto pessoal, o que enervou os adversários. É o que pretende evitar a Espanha, que promete manter no domingo o foco em seu jogo de troca de passes.

"Vamos utilizar nossas armas, mas são armas futebolísticas. Isto é uma partida de futebol. E aquele que dominar de maneira melhor a situação, que minimizar as virtudes do rival, estará mais perto de ganhar. Seremos fiéis a nosso estilo", declarou o técnico. "Temos de focar o que somos fortes. Claro, com gana, sendo ambiciosos", acrescentou o volante.

Rodri procurou demonstrar confiança na equipe espanhola, que levou apenas um gol até aqui na Copa do Mundo. Questionado algumas vezes sobre a capacidade de reação da Argentina, que teve múltiplos triunfos de virada no torneio, fez elogios ao rival sem deixar de apontar a força de seu grupo.

"Chegar a duas finais de Copa seguida mostra que tiveram um processo de crescimento. É o rival a bater, com muito mérito. Estamos tentando fazer o nosso processo e demonstrar ao mundo que vamos ser a melhor equipe", afirmou o meio-campista, antes de repetir uma frase que era muito usada pelo técnico brasileiro Vanderlei Luxemburgo.

"É preciso ter mais vontade de ganhar do que medo de perder. Foi o que eu disse aos meninos. Vai ser um teste perfeito para determinar se somos capazes de levantar a Copa contra o rival mais em forma. Temos que elevar o nível contra a Argentina, são os campeões, e estou muito confiante de que somos capazes de fazê-lo."

O jogador e também o comandante, por fim, foram indagados sobre o desafio que Lionel Messi impõe. Mesmo aos 39 anos, acumula oito gols e quatro assistências em sete partidas na Copa do Mundo e tem sido o principal jogador da equipe celeste na luta pelo bicampeonato mundial.

"Evidentemente, para mim, é o melhor jogador de todos os tempos. Foi capaz de liderar sua seleção a ganhar uma Copa e agora a mais uma final. Mas a Argentina é muito mais do que Messi. É uma equipe completa, com muitos atletas de nível. Somos as duas equipes que jogam de maneira melhor de maneira coletiva", opinou o meio-campista.

"Vamos estar muito atentos com ele. Como eles terão de estar atentos aos nossos jogadores. Os grandes jogadores sempre requerem atenção especial. O que acontece é que esta partida tem muitos grandes jogadores, tanto no meu time quanto na Argentina. Obviamente, um deles é Lionel Messi", disse De la Fuente.