Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal

Reserva de Courtois falha, Espanha bate a Bélgica e volta às semifinais após 16 anos

por Folhapress
Publicado em 10/07/2026 às 20:03
Ouvir matéria

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após cinco jogos nesta Copa do Mundo com a defesa intacta, a Espanha enfim levou seu primeiro gol nesta sexta-feira (10). Mesmo esse feito realizado pela Bélgica não foi suficiente para eliminar uma das seleções favoritas ao título. Os espanhóis venceram por 2 a 1, no estádio SoFi, em Los Angeles, e passaram pela terceira vez às semifinais do Mundial --a última havia sido em 2010, quando conquistaram o primeiro e único título.

Clique aqui e entre no grupo FolhaStats Confira a tabela de jogos da Copa do Mundo Fabián Ruiz abriu o placar e De Ketelaere empatou. Foi então que um evento mudou os rumos da partida: após a pausa para hidratação no segundo tempo, o goleiro Courtois, que havia sentido uma lesão, deixou o campo chorando, dando lugar a Lammens.

Sem o histórico goleiro do Real Madrid pela frente, a Espanha passou a chutar mais. E foi em um desses tiros de fora da área que o arqueiro reserva bateu roupa e deixou a bola nos pés de Mikel Merino. Novamente saído do banco, ele decidiu para os espanhóis.

A semifinal entre Espanha e França será na próxima terça-feira (14), às 16h, em Dallas.

Antes de 2010, a melhor campanha da Espanha havia sido em 1950, quando terminou em quarto lugar.

O confronto desta sexta foi uma reedição das quartas de final do Mundial de 1986, no México, ocasião em que os belgas avançaram nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.

A Bélgica chegou para o duelo com mudanças no meio-campo. Sem Onana, que rompeu o ligamento do joelho no confronto contra os Estados Unidos, nas oitavas, a equipe teve outra baixa importante: o capitão Tielemans teve lesão muscular durante o aquecimento, obrigando o técnico francês Rudi Garcia a colocar Vanaken na intermediária.

De volta como titular, Kevin de Bruyne assumiu a braçadeira de capitão.

Luis de la Fuente repetiu a formação que venceu Portugal na segunda-feira (6), exceto pela troca entre Pedri e Fabián Ruiz, que ganhou a titularidade. E foi dele o primeiro gol do jogo.

A etapa inicial foi de ligeira superioridade espanhola até a parada para a hidratação. O ataque espanhol, especialmente com Lamine Yamal, aplicava mais dribles do que criava chances de gols, enquanto à Bélgica restava apostar no talento individual de Doku para sair do campo defensivo.

Veja as estatísticas de Espanha 2 x 1 Bélgica No primeiro chute no alvo, de Dani Olmo, o goleiro Courtois tirou para o meio da área, e a sobra ficou com Fabián Ruiz. A finalização ainda desviou na zaga antes de morrer na rede, aos 30min.

Depois de aberto o placar, a Espanha começou a jogar mais solta e teve a chance de ampliar duas vezes com Yamal. Primeiro em cobrança de falta e depois em chute colocado.

No final do primeiro tempo, aos 41, a Bélgica conseguiu construir uma das poucas jogadas até então, com Castagne e De Bruyne, que cruzou para De Ketelaere cabecear e empatar a partida, encerrando a marca de 650 minutos seguidos de Unai Simón sem ser vazado em Copas do Mundo.

As duas equipes voltaram do intervalo determinadas a assumir a frente do placar, com o duelo um pouco mais equilibrado, embora ainda controlado pela Espanha. As principais oportunidades dos liderados por Luis de la Fuente sobravam para Yamal, que parava na defesa.

Os belgas chegaram com rebote De Cuyper, que foi pelo lado de fora da rede, após tabela entre Doku e De Bruyne.

Entre os 10 e 15min, os técnicos resolveram fazer as primeiras substituições. Autor do primeiro gol, Fabián Ruiz deu lugar a Pedri, e Baena foi trocado por Ferrán Torres.

Rudi Garcia fez três mudanças: na lateral esquerda, De Cupyer por Seys; no meio, Vanaken por Witsel; e no ataque, Trossard por Lukaku, que foi decisivo nos outros jogos em que entrou.

Logo depois da pausa para hidratação, o treinador foi obrigado a gastar a quarta substituição com o goleiro Courtois, que sentiu a coxa esquerda. Lammens entrou no lugar do jogador do Real Madrid, que saiu do campo às lágrimas.

"Eu não queria sair, mas o treinador tomou a decisão dele. E não há problema nenhum nisso. Mas, nesse tipo de jogo, você naturalmente quer continuar jogando", disse Courtois após a partida.

Em busca de mais velocidade e pressão no ataque, Luis de la Fuente colocou Nico Williams, recuperado de lesão, no lugar de Oyarzabal, artilheiro do time nesta Copa, com quatro gols, e depois Mikel Merino no lugar de Dani Olmo.

Foi Merino quem decidiu, mais uma vez. Autor do gol da classificação contra Portugal, o jogador do Arsenal aproveitou falha do goleiro substituto belga, que defende o Manchester United e deu rebote no chute do zagueiro Cubarsí de fora da área.

"Nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar algo assim, mais uma vez um gol nos últimos minutos. Achava que ia demorar muito tempo para repetir algo assim. E consigo logo no jogo seguinte", disse o atacante após o jogo.

O técnico da Bélgica lamentou as baixas antes e durante o confronto, mas elogiou o desempenho da equipe.

"Diante [das perdas] de Youri Tielemans, que não pôde começar, Thibaut Courtois, que se machucou, Kevin de Bruyne, que não consegue jogar a partida inteira, conseguir o resultado não era muito favorável e, mesmo assim, estivemos muito perto de pelo menos de chegar à prorrogação", afirmou Rudi Garcia.

O treinador acrescentou que não se pode falhar em jogos contra adversários como a Espanha e disse estar orgulhoso dos seus jogadores.

Segundo ele, a eliminação pode "servir de lição, principalmente para os mais jovens, que estão cheios de ímpeto, de entusiasmo e que também devem continuar sendo cartesianos e pensar dentro de campo".