Paquetá explica como Ancelotti arrumou meio da seleção contra o Haiti
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um dos destaques na vitória da seleção brasileira por 3 a 0 sobre o Haiti, Lucas Paquetá concedeu entrevista coletiva neste domingo (21), em Nova Jersey (EUA), e explicou como o técnico Carlo Ancelotti arrumou o meio de campo diante dos haitianos na 2ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo.
"Para esse segundo jogo a gente já foi um pouco mais definido de jogar com três no meio, diferentemente do outro jogo que eu começava por fora e flutuava por dentro com um pouco mais de liberdade. Acho que essa mudança um pouco tática acaba definindo melhor a maneira que a gente vai se entender dentro de campo", disse Paquetá.
Que ainda continua: "O Cunha tem uma característica diferente, permite uma mobilidade maior minha com ele, uma troca. Isso facilita um pouco com que a gente tenha uma superioridade no meio. O Igor Thiago é um jogador mais de área, mais centralizado, então acho que são características diferentes e para jogos diferentes. Nesse jogo encaixou muito bem, a gente foi feliz em vencer"
Paquetá também revelou quais as orientações que Ancelotti dá especificamente para ele, e garante que tem se sentido à vontade na função:
"Acho que é uma função que faço e fiz durante grande parte da minha carreira. É um jogador de meio de campo ajudando defensivamente e na construção das jogadas. O Mister sempre pede para colocar para fora minhas características, ele não me traz muito controle com bola. Ele pede para jogar à vontade, participar do jogo. E sem a bola fazer minhas habilidades defensivas. Faço muito à vontade porque é algo que estou acostumado a fazer", explica.
O que mais ele falou
Retorno de Neymar: "Estamos todos felizes com a volta dele, de volta a treinar e de estar em campo com todo nós. É um cara importantíssimo para a nossa seleção, tem uma história linda aqui e que ainda pode nos ajudar muito. É muito importante, assim como todos os jogadores do elenco. Estamos felizes por ele, pela volta dele, e esperamos que ele possa estar em campo o quanto antes nos ajudando".
Entrosamento com Vini Jr.: "A gente tem uma amizade muito bonita, de muito tempo. Vi o Vini ainda muito novinho, criamos esse laço desde a época do Flamengo. A gente fica muito feliz de estar junto, independentemente de estar na seleção ou torcendo de longe. É um cara que admiro muito, tenho respeito enorme por ele. Sem dúvida que estar com ele aqui e vivendo mais uma Copa do Mundo é especial demais para nós".
Tristeza por Raphinha: "Todos ficamos tristes. O Rapha, principalmente, por esse pequeno empecilho que é a lesão. Mas ele tem o conforto e o abraço de todos nós, isso que faz uma equipe. A gente torce para que possa se recuperar o quanto antes e se coloque à disposição para ajudar no que for preciso na recuperação. Ele trabalha muito e tenho certeza que vai fazer o possível e o impossível para voltar o quanto antes. Quanto à importância dele, dispensa comentários. Vem de temporadas incríveis e crescendo muito dentro da seleção. É uma coisa que a gente tem que reestruturar rápido quando alguém como ele fica de fora. Mas bom, a lista foi muito bem escolhida pelo professor e quem for suprir a ausência dele vai fazer da melhor forma possível".
Escócia: "Não só a Escócia, mas todas as equipes da Copa do Mundo são equipes que você deve respeitar, estudar e se preparar para enfrentar. A gente tem muito respeito pelo adversário, mas sabendo que temos que colocar em prática nosso jogo e fazer o que o Mister pede para nós para alcançarmos nossos objetivos, que é vencer".
Temeu não ir para Copa quando voltou ao Flamengo?: "Não temi, estava muito convicto da minha decisão. Depois de tudo que passei, eu tinha muito claro na minha cabeça o que eu queria. Eu queria reviver esse sonho de vestir a camisa do Flamengo. Claro que a seleção sempre foi um objetivo, mas independentemente de clube, eu teria que estar fazendo o melhor no meu clube para alcançar espaço na seleção".
Como blindar o grupo: "Acho que todos nós passamos por momentos difíceis. A gente aprende desde cedo a blindar o que vem de fora porque não é isso que nos move, que nos vai fazer alcançar um objetivo, realizar um sonho. É trabalho, dedicação, o que a gente faz no campo. A gente aprende desde cedo a lidar com críticas, tenta filtrar o que pode servir de bom, de combustível e segue trabalhando porque é assim que a gente conquista as coisas".