Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal

Norueguês criador do row se rende a brasileiros e aprende o que é créu

por Folhapress
Publicado em 04/07/2026 às 12:09
Ouvir matéria

NOVA YORK, EUA (UOL/FOLHAPRESS) - Em meio a um mar de brasileiros de verde e amarelo cantando e pulando ao som da batucada no bairro do Brooklin, em Nova York, surge uma figura que destoa do grupo. Um rapaz loiro de cabelos longos, chapéu de viking e camisa da Noruega logo se torna tão festejado quanto alvo de provocações que some no meio da multidão.

Ole Froystad não é um norueguês qualquer. Se a remada do "row" se transformou em uma das principais cenas da Copa do Mundo, muito se deve a ele. O professor do ensino fundamental, apelidado de "Senhor Row Row", criou o movimento cerca de dez anos atrás para um time de futebol local. neste sábado (4), a remada atingiu outro patamar.

Foi curiosa a cena de ver Ole Froystad entre os brasileiros. Eles o abraçaram e tentaram, sem sucesso, jogá-lo para o alto. Foi tietado e tirou várias selfies.

Sem entender muito o que estava acontecendo, apenas dava risada no meio da festa enquanto os brasileiros entoavam: "Pula, sai do chão, quem é pentacampeão?" ou "É Guerra! É Guerra! Copa do Mundo é Guerra!", no ritmo de 'Poeira' de Ivete Sangalo. Ainda rolaram gritos de "Olê, olê, olá, Neymar, Neymar".

Mesmo sem saber o que tudo aquilo significava, Ole curtiu e batia palmas para a comemoração brasileira. "Eu amo o ritmo, adoraria ter o ritmo, olê, olê, olê".

E O CRÉU?

Mas a parte foi curiosa foi vê-lo imitar a remada que virou símbolo da torcida norueguesa enquanto os brasileiros faziam o "créu" aumentando aos poucos a velocidade até chegar no nível 5.

O significado de "créu" ele aprendeu logo logo com um amigo que é torcedor símbolo do Brasil. 'Ele me falou o que significa: fazer sexo", disse, aos risos.

Ao ser tão festejado, Ole ainda se admira com a popularidade que ganhou. neste sábado (4), ele já soma mais de 93 mil torcedores no Instagram.

"É louco. É uma ideia que tive muitos anos atrás. É apenas sobre estar junto apoiando o grupo. Levaram para o estádio, acreditaram nisso e os fãs noruegueses transformaram no que é neste sábado (4). Eu só tive a ideia, os fãs fizeram o resto", contou.

A ideia despretensiosa já o fez criar planos mais audaciosos. Agora ele quer vir para o Brasil para apoiar a Noruega na Copa do Mundo feminina de 2027.